{"id":87950,"date":"2016-02-05T12:50:03","date_gmt":"2016-02-05T14:50:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=87950"},"modified":"2016-02-05T13:02:56","modified_gmt":"2016-02-05T15:02:56","slug":"alimentacao-e-bebidas-registram-a-maior-mensal-alta-desde-a-criacao-do-real","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/alimentacao-e-bebidas-registram-a-maior-mensal-alta-desde-a-criacao-do-real\/","title":{"rendered":"\u00cdtens alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas registram a maior alta mensal desde a cria\u00e7\u00e3o do plano real"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Daniela Amorim<\/strong><\/h6>\n<p>A alta generalizada nos pre\u00e7os dos alimentos em janeiro contribuiu para que o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas tenha registrado o maior resultado para o m\u00eas de todo o per\u00edodo do Plano Real, com alta de 2,28% nos pre\u00e7os, no \u00e2mbito do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). O maior n\u00edvel at\u00e9 ent\u00e3o &#8211; da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1995 &#8211; era o de janeiro de 2003, quando os alimentos subiram 2,15%.<\/p>\n<p>&#8220;O maior resultado era 2003 (para meses de janeiro), quando se refletiu a press\u00e3o do c\u00e2mbio&#8221;, explicou a coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Eulina Nunes dos Santos. &#8220;Foi o maior aumento para alimentos em janeiro de todo o Plano Real&#8221;, confirmou.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE, considerando todos os meses, o resultado para alimenta\u00e7\u00e3o em janeiro foi o pior desde dezembro de 2002, quando o grupo atingiu 3,91%. Considerando os \u00faltimos doze meses, os pre\u00e7os dos alimentos est\u00e3o 12,90% mais caros.<\/p>\n<p>Em janeiro, a alta chegou a 3,66% em Vit\u00f3ria, 3,60% em Salvador e 3,22% em Goi\u00e2nia, as tr\u00eas maiores varia\u00e7\u00f5es do Pa\u00eds. A regi\u00e3o de Porto Alegre teve o aumento mais modesto, de 1,20%. &#8220;A alta foi generalizada&#8221;, declarou a coordenadora do IBGE.<\/p>\n<p>Os produtos comprados para consumo em casa ficaram 2,89% mais caros, enquanto a alimenta\u00e7\u00e3o fora de casa subiu 1,12% em janeiro. Os aumentos mais expressivos foram registrados na cenoura (32,64%), tomate (27,27%), cebola (22,05%) e batata-inglesa (14,78%).<\/p>\n<p>Eulina explica que o clima adverso provocado pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar e o encarecimento do frete est\u00e3o por tr\u00e1s dos reajustes.<\/p>\n<p>&#8220;Em algumas (regi\u00f5es) foi a seca que prejudicou a lavoura, em outras foi a chuva. Al\u00e9m disso, tem a quest\u00e3o do diesel (mais caro), que aumenta o frete e o custo, e o d\u00f3lar (com valoriza\u00e7\u00e3o ante o real), que aumenta fertilizantes, m\u00e1quinas, custo de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, enumerou a pesquisadora.<\/p>\n<p>A coordenadora lembrou ainda que alguns ped\u00e1gios foram reajustados e outros foram criados. Outra explica\u00e7\u00e3o seria a maior atratividade das exporta\u00e7\u00f5es por causa do d\u00f3lar em alta, o que restringe a oferta de produtos no mercado interno e sustenta pre\u00e7os em patamares elevados. &#8220;Ent\u00e3o este ano tem um conjunto de fatores que fazem com que esses pre\u00e7os de alimentos estejam altos&#8221;, concluiu Eulina.<\/p>\n<p><b>Impacto &#8211;\u00a0<\/b>As despesas das fam\u00edlias com Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas aumentaram 2,28% em janeiro, o maior impacto de grupo sobre a infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas. O resultado foi o equivalente a uma contribui\u00e7\u00e3o de 0,57 ponto porcentual para a taxa do IPCA de janeiro, que ficou em 1,27%.<\/p>\n<p>O segundo maior impacto de grupo sobre o IPCA foi dos Transportes, que aumentaram 1,77% em janeiro, o correspondente a uma contribui\u00e7\u00e3o de 0,33 ponto porcentual para a infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas<\/p>\n<p>&#8220;Esses dois grupos foram respons\u00e1veis quase que pelo IPCA todo (71% da taxa de infla\u00e7\u00e3o)&#8221;, ressaltou Eulina Nunes dos Santos.<\/p>\n<p><b>\u00d4nibus urbano &#8211;\u00a0<\/b><br \/>\nOs reajustes praticados no in\u00edcio do ano fizeram os transportes p\u00fablicos pesarem mais no bolso das fam\u00edlias em janeiro. As tarifas dos \u00f4nibus urbanos ficaram 5,61% mais caras no m\u00eas, como resultado dos reajustes em seis das 13 regi\u00f5es pesquisadas no IPCA. O item teve o maior impacto sobre a infla\u00e7\u00e3o de janeiro, uma contribui\u00e7\u00e3o de 0,14 ponto porcentual para a alta de 1,27% do IPCA no per\u00edodo, segundo IBGE.<\/p>\n<p>Os consumidores do Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, S\u00e3o Paulo e Recife pagaram mais pelas passagens de \u00f4nibus urbano em janeiro. As tarifas dos \u00f4nibus intermunicipais tamb\u00e9m subiram, 6,14%, refletindo reajustes em cinco regi\u00f5es pesquisadas.<\/p>\n<p><b>Combust\u00edveis &#8211;\u00a0<\/b>O grupo Transportes registrou alta de 1,77% em janeiro, puxada pelo transporte p\u00fablico, que subiu 3,84%. Mas o segundo item com maior peso na infla\u00e7\u00e3o de janeiro foram os combust\u00edveis, que ficaram 2,11% mais caros, uma contribui\u00e7\u00e3o de 0,11 ponto porcentual para a infla\u00e7\u00e3o do m\u00eas.<\/p>\n<p>O litro da gasolina teve aumento m\u00e9dio de 1,88%, mas chegou a ficar 8,01% mais caro na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. No etanol, o aumento m\u00e9dio foi de 3,47%, mas Porto Alegre tamb\u00e9m registrou a maior alta, 9,60%.<\/p>\n<p>&#8220;O etanol \u00e9 o que vem pressionando os pre\u00e7os da gasolina. E o ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) foi revisto em algumas regi\u00f5es. Sobre a gasolina, o impacto maior (do ICMS) foi em Porto Alegre. Em Bras\u00edlia tamb\u00e9m houve aumento de ICMS. Ent\u00e3o o ICMS aumentou em alguns itens, mas na gasolina a gente est\u00e1 vendo porque os aumentos foram mais fortes&#8221;, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de \u00cdndices de Pre\u00e7os do IBGE.<\/p>\n<p><b>T\u00e1xi, trem, metr\u00f4 e outros &#8211;\u00a0<\/b>O consumidor tamb\u00e9m pagou mais caro em janeiro pelo t\u00e1xi (4,00%), trem (4,19%), metr\u00f4 (4,27%), \u00f4nibus interestaduais (1,22%) e conserto de autom\u00f3vel (1,77%). &#8220;Tem a quest\u00e3o das pe\u00e7as importadas, e as pessoas n\u00e3o est\u00e3o comprando autom\u00f3vel novo, ent\u00e3o est\u00e3o consertando seus pr\u00f3prios carros&#8221;, justificou Eulina.<\/p>\n<p>Por outro lado, as passagens a\u00e9reas ficaram 6,13% mais baratas, a principal contribui\u00e7\u00e3o individual negativa na forma\u00e7\u00e3o do IPCA do m\u00eas, o equivalente a -0,03 ponto porcentual.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela Amorim A alta generalizada nos pre\u00e7os dos alimentos em janeiro contribuiu para que o grupo Alimenta\u00e7\u00e3o e Bebidas tenha registrado o maior resultado para o m\u00eas de todo o per\u00edodo do Plano Real, com alta de 2,28% nos pre\u00e7os, no \u00e2mbito do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). 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