{"id":90065,"date":"2016-02-20T08:31:13","date_gmt":"2016-02-20T10:31:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=90065"},"modified":"2016-02-20T08:31:13","modified_gmt":"2016-02-20T10:31:13","slug":"exercito-abin-e-policia-federal-querem-populacao-atenta-a-risco-de-terror-nas-olimpiadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/exercito-abin-e-policia-federal-querem-populacao-atenta-a-risco-de-terror-nas-olimpiadas\/","title":{"rendered":"Ex\u00e9rcito, Abin e Pol\u00edcia Federal querem popula\u00e7\u00e3o atenta a risco de terror nas Olimp\u00edadas"},"content":{"rendered":"<p><strong class=\"fn\">Tahiane Stochero<\/strong><\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Federal, o Ex\u00e9rcito e a Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia (Abin) est\u00e3o trabalhando conjuntamente, monitorando suspeitos, e se preparando para prevenir ataques terroristas durante os Jogos Ol\u00edmpicos, que ser\u00e3o realizados em agosto, no Brasil.<\/p>\n<p>Foram definidas 25 possibilidades de atentados que poderiam ocorrer e como seria a resposta do governo a eles. A pior delas seriam ataques m\u00faltiplos em uma mesma cidade, como os realizados pelo Estado Isl\u00e2mico em Paris em novembro de 2015, que deixaram ao menos 130 mortos e mais de 350 feridos.<\/p>\n<p>Um dos objetivos do governo brasileiro at\u00e9 l\u00e1 \u00e9 sensibilizar profissionais que trabalham em setores que atender\u00e3o turistas e delega\u00e7\u00f5es, como taxistas, funcion\u00e1rios de hot\u00e9is, bares e restaurantes, aeroportos, shoppings e transportes p\u00fablicos (como metr\u00f4 e \u00f4nibus) de que pequenas coisas suspeitas, como um a mala esquecida no corredor, pode representar um perigo.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, que sediar\u00e1 algumas partidas de futebol das Olimp\u00edadas, na Arena Corinthians, um evento de dois dias reuniu nestas quinta (18) e sexta-feira (19) profissionais destes setores, com policiais e militares do alto escal\u00e3o da intelig\u00eancia do pa\u00eds, para debater os riscos. Tamb\u00e9m haver\u00e1 equipes treinando e se hospedando na capital paulista e em cidades do interior do estado.<\/p>\n<p>Segundo o general Mauro Sinott, chefe do Comando Conjunto de Preven\u00e7\u00e3o e Combate ao Terrorismo do Brasil, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201csensibilizar algumas pessoas e audi\u00eancias que v\u00e3o lidar com grandes p\u00fablicos e delega\u00e7\u00f5es para ficarem atentas de alguma indica\u00e7\u00e3o de que alguma coisa pode estar em curso, como um evento terrorista\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEu cito como exemplo uma camareira que caminhando no corredor v\u00ea uma mala abandonada, que n\u00e3o \u00e9 normal. N\u00f3s queremos criar neste tipo de profissional a sensibilidade de que ele deve informar imediatamente a seguran\u00e7a do hotel\u201d, afirma o general Sinott.<\/p>\n<p>O treinamento reuniu o alto escal\u00e3o de combate ao terrorismo no pa\u00eds, tamb\u00e9m contou com integrantes de bombeiros, defesa civil e pol\u00edcias Civil e Militar de S\u00e3o Paulo, com o objetivo de repassar informa\u00e7\u00f5es que englobam desde sobre se constr\u00f3i uma bomba at\u00e9 as atitudes que seriam suspeitas, a necessidade de prepara\u00e7\u00e3o de planos de evacua\u00e7\u00e3o e de emerg\u00eancia em hot\u00e9is, shoppings, aeroportos e outros locais para caso haja algo suspeito.<\/p>\n<p>&#8220;Este est\u00e1gio que estamos realizando em S\u00e3o Paulo \u00e9 o primeiro que a estrutura integrada do governo far\u00e1 em diversos locais, como Rio de Janeiro, Bras\u00edlia e Manaus, e busca aumentar a percep\u00e7\u00e3o das pessoas para que possam detectar uma amea\u00e7a terrorista, caso ela ocorra&#8221;, diz o general D\u00e9cio Luis Schons, que ser\u00e1 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a das Olimp\u00edadas em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o de preven\u00e7\u00e3o e n\u00f3s temos que estar preparados. Primeiro, para evitar que algo ocorra e, em segundo momento, para responder e reduzir os danos. Por isso queremos criar esta aten\u00e7\u00e3o dos atendentes dos hot\u00e9is, gerentes, faxineiras, pessoas comuns, o cidad\u00e3o que vai no est\u00e1dio e que, se estiver atento, percebe uma situa\u00e7\u00e3o esdr\u00faxula, um pacote abandonado, uma mochila, uma atitude estanha, uma atitude muito nervosa, e pode ajudar&#8221;, acrescenta o general Schons.<\/p>\n<p>&#8220;Eu achei muito interessante. \u00c9 um aprendizado que sempre aprimora e faz termos um outro olhar sobre as coisas. Um integrante da nossa seguran\u00e7a tamb\u00e9m est\u00e1 participando e a ideia \u00e9 voltarmos para o hotel e repassarmos as informa\u00e7\u00f5es para pensarmos diferente\u201d, disse Michelle Paba, funcion\u00e1ria de um hotel paulistano.<\/p>\n<p><strong>Abin monitora suspeitos<\/strong><br \/>\nA Abin possui alvos espec\u00edficos que s\u00e3o acompanhados 24 horas por dia 7 dias por semana: s\u00e3o pessoas com passagens pela pol\u00edcia e com uma rede de contatos capaz de obter armas, utens\u00edlios para explos\u00f5es, dinheiro e pessoas capazes de executar um ataque. Imigrantes, como os refugiados s\u00edrios, n\u00e3o representam grandes amea\u00e7as, j\u00e1 que est\u00e3o usando o Brasil apenas como rota para seguir para a Europa.<\/p>\n<p>O risco maior, segundo agentes da Abin ouvidos durante o evento, s\u00e3o os chamados \u201clobos solit\u00e1rios\u201d, pessoas que individualmente aderem \u00e0 causas terroristas ou s\u00e3o cooptadas atrav\u00e9s da internet e se isolam socialmente, sem que se possa identificar antecipadamente.<\/p>\n<p>\u201cQueremos mostrar para estas pessoas, primeiro, que elas n\u00e3o precisam se preocupar, que estamos trabalhando conjunto no escal\u00e3o superior e preparados para tudo, mas que precisamos contar com eles para alertar qualquer coisa suspeita, que precisamos contar com a ajuda deles\u201d, disse o vice-diretor de contraterrorismo da Abin, Jos\u00e9 Carlos Martins da Cunha.<\/p>\n<p>Para o general Sinott, a estrutura de resposta do Brasil hoje a um suposto ataque terrorista \u00e9 \u201cfact\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>\u201cFizemos uma proje\u00e7\u00e3o de 25 hip\u00f3teses do que pode acontecer e colocamos na mesa com diversos \u00f3rg\u00e3os e cada um disse como poderia atuar nesta ocasi\u00e3o. A secretaria de Sa\u00fade, por exemplo, nos diz o melhor hospital para receber baleados \u00e9 este, o melhor para queimaduras aquele. E, a partir da\u00ed, definimos protocolos do que cada \u00f3rg\u00e3o vai fazer em cada hip\u00f3tese\u201d, explica o oficial.<\/p>\n<p>O delegado da PF Guilherme Torres defende que, em caso de ataques, deve ser seguido o modelo de rea\u00e7\u00e3o franc\u00eas, que determinou toque de recolher e expediu rapidamente mandados de busca e apreens\u00e3o a resid\u00eancias de suspeitos, impedindo novos ataques em s\u00e9rie. Ele defende tamb\u00e9m a r\u00e1pida aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei que tramita em urg\u00eancia no Congresso e que, al\u00e9m de dizer o que \u00e9 terrorismo no pa\u00eds, tornar\u00e1 crime a realiza\u00e7\u00e3o de atos de prepara\u00e7\u00e3o para atques.<\/p>\n<p>\u201cSe algo ocorrer, a Pol\u00edcia Judici\u00e1ria n\u00e3o tem como esperar e ir bater na porta de cada juiz e pedir. Situa\u00e7\u00f5es excepcionais exigem medidas excepcionais\u201d, defende ele.<\/p>\n<p><strong>G1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tahiane Stochero A Pol\u00edcia Federal, o Ex\u00e9rcito e a Ag\u00eancia Brasileira de Intelig\u00eancia (Abin) est\u00e3o trabalhando conjuntamente, monitorando suspeitos, e se preparando para prevenir ataques terroristas durante os Jogos Ol\u00edmpicos, que ser\u00e3o realizados em agosto, no Brasil. Foram definidas 25 possibilidades de atentados que poderiam ocorrer e como seria a resposta do governo a eles. 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