{"id":90379,"date":"2016-02-22T06:26:04","date_gmt":"2016-02-22T09:26:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=90379"},"modified":"2016-02-22T17:28:34","modified_gmt":"2016-02-22T20:28:34","slug":"aplicativo-nos-por-nos-vai-mapear-acoes-violentas-nas-favelas-cariocas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/aplicativo-nos-por-nos-vai-mapear-acoes-violentas-nas-favelas-cariocas\/","title":{"rendered":"Aplicativo &#8220;N\u00f3s por N\u00f3s&#8221; vai mapear a\u00e7\u00f5es violentas nas favelas cariocas"},"content":{"rendered":"<p><strong>T\u00e1ssia Di Carvalho<\/strong><\/p>\n<p>Os moradores das favelas cariocas ter\u00e3o uma nova ferramenta para denunciar casos de viol\u00eancia que sofrem. Em mar\u00e7o, ser\u00e1 lan\u00e7ado o aplicativo \u2018N\u00f3s por N\u00f3s\u2019, preparado para registrar casos de agress\u00f5es, incluindo abusos cometidos por policiais nas comunidades. As den\u00fancias feitas no app ser\u00e3o repassadas para ONGs que lutam pelos Direitos Humanos, como Justi\u00e7a Global e Anistia Internacional, e para \u00f3rg\u00e3os como o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n<p class=\" \">O projeto, desenvolvido pelo F\u00f3rum de Juventudes do Rio de Janeiro, nasceu de uma necessidade sentida ap\u00f3s o grupo montar uma cartografia coletiva com moradores de comunidades pacificadas e n\u00e3o pacificadas, sob o comando de mil\u00edcias e do tr\u00e1fico. \u201cOs pr\u00f3prios moradores fizeram seus mapas e montamos uma cartografia social\u201d, explica Frans\u00e9rgio Goulart, um dos idealizadores do F\u00f3rum de Juventudes. \u201cQuando terminou pensamos em algo pr\u00e1tico que poder\u00edamos fazer com aquilo. Foi a\u00ed que surgiu a ideia do aplicativo\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\" \">Al\u00e9m de den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es de direitos, a ferramenta ainda servir\u00e1 para os moradores de favelas se informarem. \u201cMuitas vezes eles n\u00e3o sabem que n\u00e3o t\u00eam de ser revistados aleatoriamente. A pol\u00edcia n\u00e3o tem um mandado de busca coletivo\u201d, cita Frans\u00e9rgio. Segundo ele, os moradores de favelas poder\u00e3o fazer suas den\u00fancias anonimamente, se preferirem, al\u00e9m de postar fotos, v\u00eddeos e textos.<\/p>\n<p>Segundo Lena Azevedo, pesquisadora da ONG Justi\u00e7a Global, o app \u00e9 uma ferramenta importante para aqueles que muitas vezes n\u00e3o sabem a quem denunciar abusos. \u201c\u00c9 mais um instrumento para den\u00fancias e que protege o anonimato\u201d, cita. \u201cCasos como o do Eduardo (baleado na porta de casa no Complexo do Alem\u00e3o) e da Cl\u00e1udia (arrastada por uma viatura da PM em Madureira) poderiam ser denunciados atrav\u00e9s de v\u00eddeos\u201d, conta.<\/p>\n<p>Para o militante social do Alem\u00e3o, Alex Azevedo, o aplicativo \u00e9 bem vindo para denunciar casos como o que sofreu h\u00e1 um m\u00eas. \u201cOs policiais me agrediram num beco, achei que fosse morrer. Uma senhora indo para a igreja disse ser minha tia e me salvou\u201d, lembra. \u201cMuitas vezes o morador n\u00e3o denuncia a viol\u00eancia por medo de repres\u00e1lias dos PMs, mas, sendo an\u00f4nimo, v\u00e3o se sentir seguros\u201d.<\/p>\n<p>O ativista social Rene Silva \u2014 que narrou o processo de pacifica\u00e7\u00e3o do Alem\u00e3o, em 2010 \u2014 tamb\u00e9m acredita que o aplicativo ser\u00e1 muito \u00fatil para quem tem medo de fazer o registro. \u201c\u00c9 de extrema import\u00e2ncia que exista uma ferramenta assim\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>O Dia<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T\u00e1ssia Di Carvalho Os moradores das favelas cariocas ter\u00e3o uma nova ferramenta para denunciar casos de viol\u00eancia que sofrem. Em mar\u00e7o, ser\u00e1 lan\u00e7ado o aplicativo \u2018N\u00f3s por N\u00f3s\u2019, preparado para registrar casos de agress\u00f5es, incluindo abusos cometidos por policiais nas comunidades. 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