{"id":91578,"date":"2016-03-01T09:27:04","date_gmt":"2016-03-01T12:27:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=91578"},"modified":"2016-03-01T10:06:06","modified_gmt":"2016-03-01T13:06:06","slug":"rio-de-janeiro-comemora-451-anos-neste-1o-de-marco-confira-a-programacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/rio-de-janeiro-comemora-451-anos-neste-1o-de-marco-confira-a-programacao\/","title":{"rendered":"Rio de Janeiro, gosto de voc\u00ea. Gosto de quem gosta&#8230; veja a programa\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Caio Barbosa e Wilson Aquino<\/strong><\/p>\n<p>Aniversariante do dia, o Rio de Janeiro se prepara para receber os Jogos Ol\u00edmpicos. Cheia de encantos mil, a Cidade Maravilhosa que a todos seduz tem seus problemas, mas est\u00e1 em processo de grande transforma\u00e7\u00e3o em quase todos os bairros do munic\u00edpio de 6,4 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>\u00c1reas completamente degradadas e abandonadas do munic\u00edpio, como a zona portu\u00e1ria e a regi\u00e3oda Grande Madureira s\u00e3o algumas das que t\u00eam muito a comemorar, mesmo no dia seguinte \u00e0 enchente que parou o Rio.<\/p>\n<p>O sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz, idealizador do Trem do Samba e da Feira das Yab\u00e1s, militante incans\u00e1vel da cultura carioca e, claro, nascido e criado na regi\u00e3o da Grande Madureira, h\u00e1 54 anos, \u00e9 um dos que atestam a melhoria da qualidade de vida na cidade.<\/p>\n<p>\u201cPeguei a \u00e9poca do lota\u00e7\u00e3o, o fim dos bondes, a decad\u00eancia cultural e econ\u00f4mica de Madureira ap\u00f3s a chegada dos shopping \u00e0 cidade. H\u00e1 at\u00e9 pouco tempo, aqui s\u00f3 tinha igreja. N\u00e3o tinha mais cinema, vida cultural, nada. Era uma teocracia. A cria\u00e7\u00e3o do Parque Madureira revolucionou a nossa regi\u00e3o. Mudou a vida das pessoas\u201d, elogiou Marquinhos.<\/p>\n<p>O sambista brinca ao lembrar que ningu\u00e9m acreditava na promessa do prefeito Eduardo Paes, que tinha fama de almofadinha ao ser eleito pela primeira vez.<\/p>\n<p>\u201cEra um cara de direita, social-democrata, que virou de centro. Acho que ele se embriagou com a Zona Norte, com a nossa gente, e tomou gosto por n\u00f3s. Madureira \u00e9 como se Nova Orleans fosse dentro de Nova York. \u00c9 a \u00c1frica dentro do Rio de Janeiro. A riqueza cultural aqui \u00e9 incr\u00edvel. E ele entendeu isso\u201d, elogiou.<\/p>\n<p>Na Zona Portu\u00e1ria, o produtor cultural Raphael Vidal, personagem local que nos bares da regi\u00e3o ganhou o apelido de Maluco Fundamental da cidade, \u00e9 outro que tem o que comemorar.<\/p>\n<p>\u201cA Regi\u00e3o Portu\u00e1ria estava abandonada. Os cariocas desconheciam lugares fundamentais da nossa hist\u00f3ria, como o Morro da Concei\u00e7\u00e3o e a Pra\u00e7a da Harmonia. A cidade reencontrou parte de sua pr\u00f3pria funda\u00e7\u00e3o: Cais do Valongo, Jardim Suspenso do Valongo, Cemit\u00e9rio dos Pretos Novos, Quilombo da Pedra do Sal. E muito mais\u201d, lembra Vidal.<\/p>\n<p>Gestor cultural da Casa Porto, ponto de efervesc\u00eancia na regi\u00e3o, ele lembra, no entanto, que nem tudo s\u00e3o flores. E diz que o anivers\u00e1rio da cidade tem de servir, tamb\u00e9m, para uma reflex\u00e3o sobre o que \u00e9 prioridade em cada regi\u00e3o do Rio.<\/p>\n<p>\u201cAs mudan\u00e7as foram valiosas para o encontro dos cidad\u00e3os nas ruas e pra\u00e7as. Mas precisamos de mais \u00e1rvores e bancos nas pra\u00e7as, transporte de qualidade, manuten\u00e7\u00e3o de ruas e cal\u00e7adas, coleta seletiva e, principalmente, a fia\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea de cabos de eletricidade, telefonia e internet. Poderemos assim perceber melhor os casarios que ainda contam sobre o nosso passado e aprender mais sobre n\u00f3s mesmos e nossa cidade\u201d, pediu o \u201cmaluco\u201d, que de maluco n\u00e3o tem nada.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria de guerras at\u00e9 a funda\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>A regi\u00e3o da Cidade do Rio de Janeiro foi descoberta por expedi\u00e7\u00e3o portuguesa em 1\u00ba de janeiro de 1502. Como acreditavam ter chegado \u00e0 desembocadura de um grande rio, os lusitanos batizaram o que hoje conhecemos como Ba\u00eda da Guanabara,com o nome de Rio de Janeiro. E pelo jeito parecia mesmo um rio, pois Guanabara, que era como os \u00edndios designavam o local, na l\u00edngua tupi, significa \u201crio-mar\u201d.<\/p>\n<p>Os anos seguintes trouxeram outras expedi\u00e7\u00f5es, com colonizadores que se instalaram e ergueram casas. Elas eram chamadas pelos \u00edndios de \u201ccari-oca\u201d, ou seja, \u201ccasa de branco\u201d. O termo passou a designar brancos, negros, \u00edndios e mesti\u00e7os nascidos aqui. Entretanto, at\u00e9 Est\u00e1cio de S\u00e1 fundar a cidade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Rio de Janeiro, no dia 1\u00ba de mar\u00e7o de 1565, os portugueses tiveram que travar v\u00e1rias batalhas, tanto contra os \u00edndios Tamoios, que habitavam a regi\u00e3o, quanto com os franceses, que tamb\u00e9m estavam de olho nas riquezas do novo mundo e aportaram por aqui em 1555.<\/p>\n<p>Os franceses se aliaram aos Tamoios e passaram a habitar e explorar o lugar. Alertados sobre a ocupa\u00e7\u00e3o francesa e sua alian\u00e7a com os Tamoios, os portugueses se prepararam para a guerra. Foi M\u00e9m de S\u00e1, governador-geral do Brasil, quem comandou o primeiro ataque, em 1560.<\/p>\n<p>A frota comandada por Est\u00e1cio de S\u00e1 chegou \u00e0 Guanabara no dia 28 de fevereiro de 1565. Ap\u00f3s forte batalha, conseguiu derrotar os tamoios e os franceses. No dia seguinte, ele fundou oficialmente a cidade, celebrando a primeira missa aos p\u00e9s do morro P\u00e3o de A\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>A guerra prosseguiu at\u00e9 1567, quando os portugueses expulsaram de vez os franceses. Mas, a vit\u00f3ria custou a vida Est\u00e1cio de S\u00e1. Ele foi atingido por uma flecha e morreu, em 20 de fevereiro de 1567.<\/p>\n<p><strong>Programa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<p><strong>BOLO NA CARIOCA<br \/>\n<\/strong>Em homenagem ao ano ol\u00edmpico, a Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjac\u00eancias (SARCA), festeja o anivers\u00e1rio da cidade com um bolo de 20,16 metros. A festa acontece na Rua da Carioca a partir de meio-dia. A imagem peregrina de S\u00e3o Sebasti\u00e3o ser\u00e1 levada ao local pelo arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani Tempesta.<\/p>\n<p><strong>FESTAS CULTURAIS<br \/>\n<\/strong>O Circuito Cultural Carioca vai celebrar os 451 anos do Rio de Janeiro, com mais de 30 atra\u00e7\u00f5es gratuitas e a pre\u00e7os populares entre 4 e 6 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>HIST\u00d3RIA DA CIDADE<br \/>\n<\/strong>Uma exposi\u00e7\u00e3o gratuita sobre a hist\u00f3ria do Rio de Janeiro atrav\u00e9s de suas principais constru\u00e7\u00f5es no Centro Administrativo S\u00e3o Sebasti\u00e3o, sede da Prefeitura do Rio, de 1\u00ba a 12 de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>RIOS DE POESIA<br \/>\n<\/strong>O Grupo de Teatro da Arena apresenta o espet\u00e1culo Rios de Poesia. Livre. Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha. Domingo, 16h. Gr\u00e1tis.<\/p>\n<p><strong>BAILE DA CIDADE<br \/>\n<\/strong>A Arena Carioca, em Guaratiba, promove um baile carnavalesco pra celebrar os 451 anos do Rio. 16 anos. Arena Carioca Abelardo Barbosa Chacrinha. S\u00e1bado, 20h. Gr\u00e1tis.<\/p>\n<p><strong>O RIO VIROU CAPITAL<br \/>\n<\/strong>Exposi\u00e7\u00e3o que tra\u00e7a um panorama das transforma\u00e7\u00f5es ocorridas durante o s\u00e9culo 18, \u00e9poca em que cidade se tornou a capital do Vice-Reino do Brasil (1763). Museu de Arte do Rio. Ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 17h. R$ 10 (Gr\u00e1tis \u00e0s ter\u00e7as).<\/p>\n<p><strong>O Dia<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caio Barbosa e Wilson Aquino Aniversariante do dia, o Rio de Janeiro se prepara para receber os Jogos Ol\u00edmpicos. Cheia de encantos mil, a Cidade Maravilhosa que a todos seduz tem seus problemas, mas est\u00e1 em processo de grande transforma\u00e7\u00e3o em quase todos os bairros do munic\u00edpio de 6,4 milh\u00f5es de habitantes. \u00c1reas completamente degradadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":91582,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-91578","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-rio-de-janeiro"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91578","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=91578"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91578\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":91591,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/91578\/revisions\/91591"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/91582"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=91578"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=91578"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=91578"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}