{"id":94662,"date":"2016-03-20T16:36:43","date_gmt":"2016-03-20T19:36:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=94662"},"modified":"2016-03-21T11:48:29","modified_gmt":"2016-03-21T14:48:29","slug":"mercado-varejista-teme-recessao-mais-longa-e-mantem-futuras-filiais-fechadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/mercado-varejista-teme-recessao-mais-longa-e-mantem-futuras-filiais-fechadas\/","title":{"rendered":"Mercado varejista teme recess\u00e3o longa e mant\u00e9m futuras filiais estagnadas"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Dayanne Sousa<\/strong><\/h6>\n<p>Depois de um ano de freada nos investimentos, o varejo tende a manter os planos de aberturas de novas lojas estagnados. A maior parte das grandes redes abandonou o curso das inaugura\u00e7\u00f5es, que vinham se acelerando, pelo menos, desde 2010. Para 2016, o cen\u00e1rio tende a continuar fraco e, em alguns casos, as perspectivas s\u00e3o ainda mais conservadoras do que as do ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Dada a expectativa de que 2016 e 2017 ainda sejam muito ruins para as vendas, o varejo precisa fazer essa parada, o volume de lojas novas esse ano vai ser pequeno&#8221;, diz Ana Paula Tozzi, CEO da GS&amp;AGR Consultores. Ela lembra que as redes acabam abrindo alguns poucos pontos de venda ao enxergar oportunidades de entrar em regi\u00f5es de interesse, mas, ao mesmo tempo, seguem revendo opera\u00e7\u00f5es e fechando lojas abertas durante per\u00edodos mais otimistas da economia e que ainda n\u00e3o d\u00e3o lucro.<\/p>\n<p>Entre as companhias de varejo de moda, a mudan\u00e7a de curso foi not\u00e1vel. Dados das divulga\u00e7\u00f5es de resultado de Cia. Hering, Marisa, Riachuelo e Arezzo&amp;Co mostram que elas tiveram o pior per\u00edodo para o crescimento da base de lojas em cerca de cinco anos. Pela frente, as expectativas ainda s\u00e3o fracas.<\/p>\n<p>No caso da Cia. Hering, foram 15 lojas de saldo positivo entre aberturas e fechamentos em 2015, ante uma m\u00e9dia de mais de 80 adi\u00e7\u00f5es l\u00edquidas por ano no passado. O mercado espera ainda que a companhia n\u00e3o tenha nenhuma adi\u00e7\u00e3o l\u00edquida de ponto de venda em 2016. A Marisa Lojas, por sua vez, encerrou 2015 com 7 lojas a menos que no ano anterior e tamb\u00e9m n\u00e3o tem novas inaugura\u00e7\u00f5es como foco este ano. Na Riachuelo, que encerrou com 28 lojas de saldo no ano passado, ser\u00e3o 15 aberturas este ano.<\/p>\n<p>O varejo de eletroeletr\u00f4nicos \u00e9 outro segmento bastante afetado e que deve continuar reduzindo investimentos. Em 2015, Casas Bahia e Pontofrio, da Via Varejo, perderam 23 lojas no saldo entre aberturas e fechamentos e, para 2016, n\u00e3o deve haver nenhuma inaugura\u00e7\u00e3o. O Magazine Luiza ganhou 30 lojas, mas essa alta s\u00f3 se justificou porque a companhia tinha contratado os pontos de venda desde o in\u00edcio do ano passado. Embora a empresa n\u00e3o divulgue guidance para 2016, a expectativa do mercado tamb\u00e9m \u00e9 de que n\u00e3o haja nenhuma abertura l\u00edquida, conforme projetou em relat\u00f3rio recente o BTG Pactual.<\/p>\n<p>A freada atinge at\u00e9 mesmo redes de lojas cujas vendas sofrem menos na crise, caso da Lojas Americanas. A companhia teve 89 aberturas l\u00edquidas, ante uma m\u00e9dia de mais de 100 nos tr\u00eas anos anteriores. Embora a previs\u00e3o oficial seja de 140 inaugura\u00e7\u00f5es em 2016, os analistas questionam se o ambiente macroecon\u00f4mico dif\u00edcil n\u00e3o poderia impedir a realiza\u00e7\u00e3o dessa meta. &#8220;Lojas Americanas n\u00e3o ficou imune ao ambiente macroecon\u00f4mico desafiador, o qual for\u00e7ou uma desacelera\u00e7\u00e3o relevante nas aberturas de loja em 2015, potencialmente arriscando o crescimento nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, afirmou Marcel Moraes, do Deutsche Bank, em relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><b>Shoppings &#8211;\u00a0<\/b>Sem o apetite dos lojistas para novas aberturas, os shoppings tamb\u00e9m seguram investimentos e postergam novos empreendimentos. A Multiplan conta com o projeto pronto do ParkShopping Jacarepagu\u00e1, com obras iniciais j\u00e1 come\u00e7adas, mas est\u00e1 segurando o lan\u00e7amento do empreendimento ao mercado. O cen\u00e1rio nacional atual inibe muito o investimento e a tomada de posi\u00e7\u00e3o de varejistas importantes, explicou o diretor presidente, Jos\u00e9 Isaac Peres.<\/p>\n<p>Pela falta de clareza do cen\u00e1rio econ\u00f4mico, a BRMalls deixou de fornecer uma data estimada para inaugura\u00e7\u00e3o de duas expans\u00f5es, que antes eram previstas para 2018 e 2019. J\u00e1 a Sonae Sierra Brasil diz estar se preparando para investir em &#8220;oportunidades estrat\u00e9gicas&#8221;, mas continua alocando capital em aplica\u00e7\u00f5es financeiras de curto prazo e baixo risco.<\/p>\n<p>Para Julio Takano, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Equipamentos e Servi\u00e7os para o Varejo (Abiesv), a crise atual encerra um ciclo de dez anos de expans\u00e3o mais acelerada do varejo. &#8220;Vivemos anos em que muita gente abria mais de 50 lojas por ano e acredito que, em muitos casos, havia mais lojas do que a capacidade do mercado de absorver&#8221;, diz. &#8220;\u00c9 um ajuste necess\u00e1rio&#8221;, acrescenta. Os fornecedores dos equipamentos de loja tiveram em 2015 uma retra\u00e7\u00e3o de 3,5% no faturamento e esperam estagna\u00e7\u00e3o em 2016.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dayanne Sousa Depois de um ano de freada nos investimentos, o varejo tende a manter os planos de aberturas de novas lojas estagnados. A maior parte das grandes redes abandonou o curso das inaugura\u00e7\u00f5es, que vinham se acelerando, pelo menos, desde 2010. 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