{"id":94809,"date":"2016-03-21T18:11:20","date_gmt":"2016-03-21T21:11:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=94809"},"modified":"2016-03-21T22:57:48","modified_gmt":"2016-03-22T01:57:48","slug":"moradores-de-comunidades-do-rio-podem-denunciar-violacoes-de-direitos-em-aplicativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/moradores-de-comunidades-do-rio-podem-denunciar-violacoes-de-direitos-em-aplicativo\/","title":{"rendered":"Moradores de comunidades do Rio podem denunciar viola\u00e7\u00f5es de direitos em aplicativo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fl\u00e1via Villela<\/strong><\/p>\n<p>Moradores de comunidades pobres do Rio de Janeiro contam a partir de hoje (21) com uma ferramenta de den\u00fancia contra pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, flagrantes forjados, humilha\u00e7\u00f5es e outras viola\u00e7\u00f5es cometidas por agentes do Estado em favelas. Com o aplicativo &#8220;N\u00f3s por N\u00f3s&#8221;, criado pelo coletivo F\u00f3rum de Juventudes, a den\u00fancia poder\u00e1 ser enviada por texto, imagem e v\u00eddeo, com garantia de anonimato.<\/p>\n<p>Um dos integrantes do f\u00f3rum, Cosme Felippsen explicou que al\u00e9m de facilitar a autodefesa dos moradores, a ferramenta ajudar\u00e1 a tra\u00e7ar um perfil das viola\u00e7\u00f5es e confirmar que os casos n\u00e3o s\u00e3o isolados, mas recorrentes nas periferias do Rio.<\/p>\n<p>\u201cAs informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o analisadas pelo F\u00f3rum de Juventude e vamos enviar para o Minist\u00e9rio P\u00fablico, para a Defensoria P\u00fablica e institui\u00e7\u00f5es que conhecemos, como a Anistia Internacional ou a Justi\u00e7a Global\u201d, disse.<\/p>\n<p>A ideia do aplicativo surgiu durante o F\u00f3rum de Juventudes do Rio de Janeiro, depois que uma s\u00e9rie de den\u00fancias de abusos cometidos por policiais militares foi feita por jovens de diferentes favelas do Rio de Janeiro, nas oficinas de cartografia social.<\/p>\n<p>No aplicativo, as den\u00fancias est\u00e3o divididas por categorias, como machismo e racismo. O<em>download<\/em> j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para equipamentos que usem o sistema Android.<\/p>\n<p>Dezenas de den\u00fancias de assassinatos e fraude processual foram feitas contra policiais fluminenses no ano passado. Em novembro, cinco rapazes foram metralhados em um carro por policiais, que ainda tentaram\u00a0forjar a cena do crime.<\/p>\n<p>Em setembro, Eduardo Felipe Santos Victor, 17 anos, seria apenas mais um bandido morto ap\u00f3s trocar tiros com policiais, no Morro da Provid\u00eancia, centro do Rio, se um dos agentes n\u00e3o tivesse sido flagrado, pelo celular de um morador, colocando a arma na m\u00e3o do jovem e dando dois tiros. Na madrugada do Natal de 2015, oito policiais militares foram presos suspeitos de\u00a0torturar com faca e isqueiro, roubar, amea\u00e7ar e humilhar quatro jovens entre 13 e 23 anos, em Santa Teresa, bairro da regi\u00e3o central da capital fluminense.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fl\u00e1via Villela Moradores de comunidades pobres do Rio de Janeiro contam a partir de hoje (21) com uma ferramenta de den\u00fancia contra pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, flagrantes forjados, humilha\u00e7\u00f5es e outras viola\u00e7\u00f5es cometidas por agentes do Estado em favelas. 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