{"id":95538,"date":"2016-03-27T10:39:33","date_gmt":"2016-03-27T13:39:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=95538"},"modified":"2016-03-27T15:29:29","modified_gmt":"2016-03-27T18:29:29","slug":"supremo-reabre-acao-contra-tucanos-da-era-fhc-que-chega-a-3-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/supremo-reabre-acao-contra-tucanos-da-era-fhc-que-chega-a-3-bi\/","title":{"rendered":"Supremo reabre a\u00e7\u00e3o contra 10 tucanos da era FHC que vai a 3 bilh\u00f5es de reais"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Felipe Meirelles, com Ag\u00eancias<\/strong><\/h6>\n<p>A 1\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Luis Roberto Barroso, derrubou no \u00faltimo dia 15 o arquivamento de duas a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos por improbidade administrativa contra os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), Jos\u00e9 Serra (Planejamento) e Pedro Parente (Casa Civil), entre outros integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).<\/p>\n<p>O processo envolve cerca de 3 bilh\u00f5es de reais. Considerando o total de 10 r\u00e9us, cada um responderia por cerca de 300 milh\u00f5es de reais.<\/p>\n<p>O arquivamento havia sido determinado, em abril de 2008, pelo ministro Gilmar Mendes. A decis\u00e3o da 1\u00aa Turma, enquanto estiver de p\u00e9, determina o prosseguimento das a\u00e7\u00f5es que tramitam na 20\u00aa e 22\u00aa varas federais do Distrito Federal.<\/p>\n<p>Ajuizadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, na gest\u00e3o do procurador-geral Ant\u00f4nio Fernando Souza, as duas a\u00e7\u00f5es criminalizavam a ajuda financeira, pelo Banco Central, aos bancos Econ\u00f4mico e Bamerindus, em 1994, e outros atos do Proer, o Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Reestrutura\u00e7\u00e3o e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional. Uma das a\u00e7\u00f5es, da 22\u00aa vara, teve senten\u00e7a parcialmente procedente contra os r\u00e9us.<\/p>\n<p>Os ministros recorreram ao STF em 2002, com a Reclama\u00e7\u00e3o 2186. Argu\u00edam que a Justi\u00e7a Federal n\u00e3o era competente para julg\u00e1-los, e sim o STF, por terem direito \u00e0 prerrogativa de foro. Pediam, ent\u00e3o, al\u00e9m do julgamento de m\u00e9rito, uma liminar que suspendesse de imediato a tramita\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 3 de outubro de 2002, tr\u00eas meses depois de entrar no STF, por nomea\u00e7\u00e3o de FHC &#8211; aprovada no Senado por 57 a 15 -, Gilmar Mendes, relator do caso, deferiu a liminar. Em 22 abril de 2008, v\u00e9spera de assumir a presid\u00eancia do STF, o ministro determinou o arquivamento das duas a\u00e7\u00f5es. Argumentou, em suas raz\u00f5es, que atos de improbidade administrativa, no caso concreto, constituem crimes de responsabilidade e, portanto, s\u00f3 podem ser julgados pelo STF.<\/p>\n<p>Em 12 de maio daquele ano, o ent\u00e3o procurador-geral Ant\u00f4nio Fernando Souza contestou a decis\u00e3o de Mendes, em um agravo regimental. No entendimento dele, os atos de improbidade, no caso em tela, n\u00e3o podem ser confundidos com crime de responsabilidade, e devem, portanto, ficar na Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n<p>Este recurso \u00e9 que foi julgado pela 1\u00aa Turma no dia 15 &#8211; oito ano depois. Como a reclama\u00e7\u00e3o caiu, as a\u00e7\u00f5es est\u00e3o de volta \u00e0s duas varas federais de origem. O escrit\u00f3rio Arnold Wald, que representa os ex-ministros, n\u00e3o quis falar a respeito do caso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Felipe Meirelles, com Ag\u00eancias A 1\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Luis Roberto Barroso, derrubou no \u00faltimo dia 15 o arquivamento de duas a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos por improbidade administrativa contra os ex-ministros Pedro Malan (Fazenda), Jos\u00e9 Serra (Planejamento) e Pedro Parente (Casa Civil), entre outros integrantes do governo Fernando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":95539,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-95538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=95538"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95538\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":95570,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/95538\/revisions\/95570"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/95539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=95538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=95538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=95538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}