{"id":96013,"date":"2016-03-30T08:12:59","date_gmt":"2016-03-30T11:12:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=96013"},"modified":"2016-03-31T05:25:56","modified_gmt":"2016-03-31T08:25:56","slug":"bene-embarcou-numa-furada-e-tera-de-desembarcar-com-a-acronimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/bene-embarcou-numa-furada-e-tera-de-desembarcar-com-a-acronimo\/","title":{"rendered":"Ben\u00e9 embarcou numa furada e ter\u00e1 de desembarcar na marra com a Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>F\u00e1bio Fabrini<\/strong><\/h6>\n<p>A publicit\u00e1ria Danielle Fonteles, s\u00f3cia da ag\u00eancia Pepper Comunica\u00e7\u00e3o Interativa, que prestava servi\u00e7os ao PT, confirmou em depoimentos prestados a investigadores da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo que o empres\u00e1rio Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Ben\u00e9, atuava como uma esp\u00e9cie de &#8220;provedor&#8221; da primeira campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. Conforme fonte com acesso ao caso,\u00a0ele providenciava recursos e estrutura para o QG montado em Bras\u00edlia pela coliga\u00e7\u00e3o da petista naquele ano.<\/p>\n<p>Dono de uma gr\u00e1fica e de empresas de eventos em Bras\u00edlia, Ben\u00e9 \u00e9 investigado por desvio de recursos de contratos com o governo federal. Nas gest\u00f5es petistas, as empresas ligadas a ele faturaram mais de R$ 500 milh\u00f5es por servi\u00e7os supostamente superfaturados e n\u00e3o prestados.<\/p>\n<p>Em 2010, o empres\u00e1rio atuava como &#8220;colaborador&#8221; da campanha de Dilma, mas teve de deixar a fun\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a revela\u00e7\u00e3o de que participava da montagem de dossi\u00eas para atingir o candidato advers\u00e1rio de Dilma, o hoje senador Jos\u00e9 Serra (PSDB-SP). O esc\u00e2ndalo tamb\u00e9m resultou no afastamento do atual governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que era um dos coordenadores da campanha. Os dois s\u00e3o amigos e se tornaram, mais tarde, alvos da Acr\u00f4nimo.<\/p>\n<p>A dela\u00e7\u00e3o premiada de Danielle, que aguarda homologa\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), deve ser levada em conta no relat\u00f3rio final da Acr\u00f4nimo, que est\u00e1 em fase avan\u00e7ada. A Pol\u00edcia Federal pretende interrogar os investigados, entre eles Pimentel, para depois indici\u00e1-los. Os investigadores sustentam haver ind\u00edcios de que o petista cometeu os crimes de corrup\u00e7\u00e3o passiva, organiza\u00e7\u00e3o criminosa e lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p>Nos depoimentos, Danielle confirmou tamb\u00e9m ter recebido R$ 6,1 milh\u00f5es da empreiteira Andrade Gutierrez, em 2010, para cobrir despesas da campanha de Dilma. O valor teria sido pago por meio de contrato simulado. Esse trecho, no entanto, por envolver a presidente da Rep\u00fablica, ser\u00e1 investigado perante o Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n<p>A Acr\u00f4nimo tamb\u00e9m se aprofundou sobre a atua\u00e7\u00e3o de Ben\u00e9 na campanha de Pimentel em 2014. A suspeita \u00e9 de que ele tenta atuado como um &#8220;tesoureiro&#8221; informal do petista para obter recursos de caixa 2.<\/p>\n<p><b>Emiss\u00e1rio &#8211;\u00a0<\/b>Num depoimento prestado \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, revelado pelo Estado em junho do ano passado, o empres\u00e1rio Gerson Almada, da Engevix, disse ter recebido um emiss\u00e1rio de Pimentel em 2013, que se identificou como &#8220;Ben\u00e9&#8221; e lhe pediu dinheiro para a campanha do petista no ano seguinte. A defesa do governador afirma desconhecer o fato e sustenta que a \u00fanica pessoa autorizada a tratar de arrecada\u00e7\u00e3o era o tesoureiro oficial da campanha.<\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito da Acr\u00f4nimo, que corre em sigilo no STJ, sustenta que Pimentel recebeu &#8220;vantagens indevidas&#8221; de empresas que mantinham rela\u00e7\u00f5es com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), institui\u00e7\u00e3o subordinada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, que ele comandou de 2011 a 2014.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o diz que Ben\u00e9 pagou despesas de Pimentel e teria atuado como operador do petista na obten\u00e7\u00e3o de propina durante sua gest\u00e3o como ministro do Desenvolvimento, entre 2011 e 2014, e na de seu sucessor no cargo, Mauro Borges. Duas empresas do empres\u00e1rio receberam recursos de uma montadora de ve\u00edculos, supostamente em troca de portarias da pasta que lhe asseguravam benef\u00edcios fiscais. Pimentel e Borges negam irregularidades.<\/p>\n<p><b>Defesa &#8211;\u00a0<\/b>O advogado de Ben\u00e9, Jos\u00e9 Lu\u00eds de Oliveira Lima, afirmou que n\u00e3o tem conhecimento da dela\u00e7\u00e3o de Danielle, que n\u00e3o \u00e9 oficial. Ele disse que n\u00e3o comentaria os depoimentos da empres\u00e1ria, pois os autos s\u00e3o sigilosos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1bio Fabrini A publicit\u00e1ria Danielle Fonteles, s\u00f3cia da ag\u00eancia Pepper Comunica\u00e7\u00e3o Interativa, que prestava servi\u00e7os ao PT, confirmou em depoimentos prestados a investigadores da Opera\u00e7\u00e3o Acr\u00f4nimo que o empres\u00e1rio Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Ben\u00e9, atuava como uma esp\u00e9cie de &#8220;provedor&#8221; da primeira campanha presidencial de Dilma Rousseff, em 2010. 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