{"id":97180,"date":"2016-04-07T19:16:33","date_gmt":"2016-04-07T22:16:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=97180"},"modified":"2016-04-08T07:14:31","modified_gmt":"2016-04-08T10:14:31","slug":"abril-vermelho-do-mst-deixa-dois-ou-nove-mortos-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/abril-vermelho-do-mst-deixa-dois-ou-nove-mortos-no-parana\/","title":{"rendered":"Abril Vermelho do MST deixa dois (ou seriam 9?) sem-terra mortos no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<h6 class=\"Assina\"><strong>Miguel Portela<\/strong><\/h6>\n<p>Pelo menos dois sem-terra morreram e seis ficaram feridos a bala durante um confronto entre policiais militares e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na tarde desta quinta-feira, 7, em uma \u00e1rea chamada Fazendinha, em Quedas do Igua\u00e7u, regi\u00e3o Centro-Oeste do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es sobre o n\u00famero exato de mortos e feridos ainda s\u00e3o desencontradas. Mas, em nota divulgada, a PM (Pol\u00edcia Militar) informou que o confronto resultou em dois mortos e seis trabalhadores rurais sem-terra feridos, enquanto o MST fala em pelo menos 22 feridos e nove v\u00edtimas fatais.<\/p>\n<p>De acordo com a PM de Quedas do Igua\u00e7u, o confronto teve in\u00edcio no meio da tarde, quando integrantes do MST atearam fogo numa \u00e1rea de reserva ambiental e bloquearam uma estrada rural que d\u00e1 acesso ao local chamado Fazendinha.<\/p>\n<p>A PM informou que equipes da Rotam (Rondas Ostensivas T\u00e1tico M\u00f3vel) e uma brigada de inc\u00eandio da empresa Araupel foram at\u00e9 o local para combater as chamas e desbloquear a estrada. De acordo ainda com a PM, cerca de 20 sem-terra estavam no local e teriam reagido a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>Emboscada &#8211;\u00a0<\/b>Em nota divulgada pelo Governo Estadual, os policiais teriam sido alvo de uma emboscada. Durante o confronto, dois sem-terra morreram e seis ficaram feridos. Com eles, a pol\u00edcia diz ter apreendido uma pistola 9 mil\u00edmetros e uma espingarda calibre 12.<\/p>\n<p>O restante do grupo teria se embrenhado na mata. A PM enviou equipes para o local para resgatar as v\u00edtimas, incluindo um helic\u00f3ptero para remover os feridos at\u00e9 Cascavel. A PM enviou refor\u00e7o para a regi\u00e3o. A Pol\u00edcia Civil j\u00e1 abriu um inqu\u00e9rito para apurar os fatos.<\/p>\n<p>O comando da PM em Cascavel, que fica distante 140 quil\u00f4metros de Quedas do Igua\u00e7u, informou que local do confronto fica a 25 quil\u00f4metros da cidade. &#8220;Os policias que foram averiguar a ocorr\u00eancia ainda est\u00e3o na \u00e1rea, a qual n\u00e3o possui sinal de celular e nem r\u00e1dio&#8221;,afirmou o tenente Tavares.<\/p>\n<p>Em nota, o comando nacional do MST informou que n\u00e3o se sabe o n\u00famero exato de mortos e feridos, &#8220;pois a Pol\u00edcia Militar estaria impedindo a aproxima\u00e7\u00e3o de integrantes do Movimento no local&#8221;. Por\u00e9m, integrantes do movimento na regi\u00e3o falam em nove v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O dirigente nacional do MST, Gilmar Mauro, contestou a vers\u00e3o da Pol\u00edcia Militar de que militantes teriam preparado uma emboscada para um grupo de policiais na \u00e1rea ocupada da empresa Araupel. De acordo com Mauro, ocorreu exatamente o contr\u00e1rio. &#8220;As informa\u00e7\u00f5es que temos de l\u00e1 d\u00e3o conta de que a Pol\u00edcia Militar, junto com pistoleiros da Araupel, emboscou e atacou os sem-terra.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Mauro, dirigentes do MST foram impedidos pela PM de chegar ao local do conflito. &#8220;Vamos aguardar a apura\u00e7\u00e3o, mas essas mortes preocupam muito, pois est\u00e3o em conson\u00e2ncia com outras a\u00e7\u00f5es contra o movimento. Estamos no m\u00eas do massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s (a morte, pela Pol\u00edcia Militar, de 19 sem-terra na cidade do Par\u00e1, em 1996) e est\u00e3o ocorrendo outras a\u00e7\u00f5es semelhantes, como o ataque a um acampamento nosso por pistoleiros em Rond\u00f4nia e o assassinato, esta manh\u00e3, de um sem-terra na Para\u00edba.&#8221; Ele disse que o MST vai se posicionar oficialmente assim que tiver mais informa\u00e7\u00f5es sobre o caso.<\/p>\n<p>Desde o massacre no Par\u00e1, em 1996, o MST se mobiliza anualmente no movimento &#8220;Abril Vermelho&#8221;.<\/p>\n<p><b>Hist\u00f3rico &#8211;\u00a0<\/b>O confronto entre policiais e integrantes do MST ocorreu pr\u00f3ximo de uma \u00e1rea pertencente a empresa Araupel. O movimento mant\u00e9m no local 2500 fam\u00edlias, cerca de 7 mil pessoas. A empresa vem sofrendo uma press\u00e3o dos sem-terra desde a primeira ocupa\u00e7\u00e3o de terra em 1996 (Pinhal Ralo). Desde ent\u00e3o, boa parte da fazenda foi desapropriada para a reforma agr\u00e1ria.<\/p>\n<p>Em julho de 2014, a fazenda de reflorestamento da empresa foi invadida por centenas de sem-terra. Desde ent\u00e3o, o clima \u00e9 tenso na regi\u00e3o. A Araupel estima perdas de aproximadamente R$ 35 milh\u00f5es com as invas\u00f5es do MST.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-70065\" src=\"http:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/estadao.png\" alt=\"estadao\" width=\"99\" height=\"16\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Portela Pelo menos dois sem-terra morreram e seis ficaram feridos a bala durante um confronto entre policiais militares e integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), na tarde desta quinta-feira, 7, em uma \u00e1rea chamada Fazendinha, em Quedas do Igua\u00e7u, regi\u00e3o Centro-Oeste do Paran\u00e1. 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