{"id":97230,"date":"2016-04-08T06:02:58","date_gmt":"2016-04-08T09:02:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=97230"},"modified":"2016-07-30T16:50:44","modified_gmt":"2016-07-30T19:50:44","slug":"cientistas-exploram-cratera-de-chicxulub-buscando-verdades-sobre-dinossauros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/cientistas-exploram-cratera-de-chicxulub-buscando-verdades-sobre-dinossauros\/","title":{"rendered":"Cientistas exploram cratera de Chicxulub buscando as verdades sobre dinossauros"},"content":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o deu a largada para explorar uma cratera no Golfo do M\u00e9xico que traz pistas sobre o fen\u00f4meno que dizimou os dinossauros.<\/p>\n<p>Com 100 km de comprimento e 30 km de largura, a cratera de Chicxulub se formou h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, pela a\u00e7\u00e3o de um asteroide.<\/p>\n<p>Hoje, as principais partes dessa enorme cicatriz na superf\u00edcie da Terra est\u00e3o enterradas no fundo do mar, sob uma camada de 600 metros de sedimentos oce\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que acessar as rochas por meio de perfura\u00e7\u00f5es pode revelar mais informa\u00e7\u00f5es sobre a escala do impacto e a cat\u00e1strofe ambiental que se seguiu.<\/p>\n<p>O alvo preferencial do estudo s\u00e3o os chamados &#8220;an\u00e9is de pico&#8221;, forma\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de grandes crateras de impacto, criadas pela eleva\u00e7\u00e3o do solo ap\u00f3s as colis\u00f5es.<\/p>\n<p>A Chicxulub \u00e9 a \u00fanica estrutura com an\u00e9is de pico intactos no planeta. As outras est\u00e3o localizadas em outros planetas ou se erodiram.<\/p>\n<p>Sondagens da \u00e1rea abaixo do leito do oceano mostram que o anel lembra uma cadeia de montanhas em forma de arco.<\/p>\n<p><strong>Em busca de pistas<\/strong> &#8211; &#8220;Queremos saber a origem das rochas que formaram esse anel de pico&#8221;, diz Joanna Morgan, do Imperial College de Londres, uma das coordenadoras do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Saber isso ajudar\u00e1 a entender como grandes crateras s\u00e3o formadas, e como \u00e9 importante poder estimar o total de energia no impacto, e o volume total de rochas que foi escavado e lan\u00e7ado na estratosfera para causar o dano ambiental.&#8221;<\/p>\n<p>O cataclisma registrado ao final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo dizimou muitas esp\u00e9cies, n\u00e3o apenas os dinossauros. Todo o material lan\u00e7ado na atmosferta teria escurecido o ce\u00fa e congelado o planeta por meses.<\/p>\n<p>Mas mesmo tendo acabado com boa parte da vida no planeta, o epis\u00f3dio abriu oportunidades para as esp\u00e9cies que sobreviveram. Os pesquisadores querem saber se a regi\u00e3o do impacto se tornou uma esp\u00e9cie de ber\u00e7o de vida.<\/p>\n<p>Como o asteroide atingiu uma \u00e1rea que era um mar raso, \u00e9 prov\u00e1vel que a cratera criada tenha rapidamente se enchido de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Essa \u00e1gua pode ter se inflitrado pelas rochas quentes e fraturadas, liberando compostos qu\u00edmicos que poderiam ter sustentado microorganismos. Condi\u00e7\u00f5es semelhantes s\u00e3o observadas hoje ao longo da fossa que atravessa o centro do oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p>&#8220;Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que encontremos alguma forma ex\u00f3tica de vida nas rochas que iremos perfurar&#8221;, afirma Morgan. &#8220;\u00c9 algo muito interessante para o estudo da Chicxulub, mas tamb\u00e9m dos prim\u00f3rdios da terra e at\u00e9 de Marte. Em tempos remotos, a Terra pode ter tido muitos mais impactos dessa escala. E pensamos que a vida pode muito bem ter se originado nessas crateras de impacto.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma expedi\u00e7\u00e3o deu a largada para explorar uma cratera no Golfo do M\u00e9xico que traz pistas sobre o fen\u00f4meno que dizimou os dinossauros. Com 100 km de comprimento e 30 km de largura, a cratera de Chicxulub se formou h\u00e1 66 milh\u00f5es de anos, pela a\u00e7\u00e3o de um asteroide. 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