{"id":98694,"date":"2016-04-20T23:16:53","date_gmt":"2016-04-21T02:16:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=98694"},"modified":"2016-04-21T07:46:19","modified_gmt":"2016-04-21T10:46:19","slug":"maria-thereza-manda-colher-provas-contra-dilma-temer-e-inclui-parte-da-lava-jato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/maria-thereza-manda-colher-provas-contra-dilma-temer-e-inclui-parte-da-lava-jato\/","title":{"rendered":"Maria Thereza manda colher provas contra Dilma-Temer e inclui parte da Lava Jato"},"content":{"rendered":"<p>A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura, corregedora-geral da Justi\u00e7a Eleitoral, autorizou o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de provas que devem embasar as a\u00e7\u00f5es que pedem a cassa\u00e7\u00e3o da chapa formada pela presidente da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, e pelo vice-presidente, Michel Temer. Segundo a ministra, &#8220;o momento processual&#8221; deve garantir &#8220;o direito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da prova e n\u00e3o seu cerceamento&#8221;.\u00a0A fase de produ\u00e7\u00e3o de provas \u00e9 considerada longa na corte eleitoral e deve avan\u00e7ar no segundo semestre deste ano.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o do PSDB tenta provar, com a produ\u00e7\u00e3o de provas, que houve abuso de poder econ\u00f4mico e pol\u00edtico nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 2014 e uso de dinheiro oriundo do esquema de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobr\u00e1s para abastecer a campanha petista.<\/p>\n<p>As fases de coleta de provas incluem depoimento de testemunhas que s\u00e3o tamb\u00e9m investigadas na Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, a per\u00edcia cont\u00e1bil em gr\u00e1ficas e fornecedores da campanha presidencial encabe\u00e7ada pelo PT e juntada de informa\u00e7\u00f5es colhidas pelo juiz S\u00e9rgio Moro, da 13.\u00aa Vara Federal de Curitiba. Os documentos ser\u00e3o utilizados nas quatro a\u00e7\u00f5es que correm no TSE sobre o assunto, para garantir &#8220;praticidade e economia processual&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Por ora, entendo que o momento processual, \u00e0 luz do devido processo legal, recomenda que se garanta o direito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da prova (cujo conte\u00fado ainda n\u00e3o \u00e9 suficientemente conhecido para ser fundamentadamente desprezado) e n\u00e3o seu cerceamento&#8221;, escreveu a ministra Maria Thereza.<\/p>\n<p>A ministra autorizou per\u00edcia nas contas da Gr\u00e1fica VTPB, Editora Atitude, Red Seg Gr\u00e1fica e Editora e Focal Confec\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o Visual, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de documentos que tramitam na Justi\u00e7a Federal de Curitiba, sob condu\u00e7\u00e3o de Moro. Um dos documentos solicitados \u00e9 a tabela detalhada com as propinas recebidas em cada contrato da Petrobr\u00e1s que foi preparada pelo ex-gerente da estatal Pedro Barusco como prova de que o PT recebia os recursos.<\/p>\n<p>A fase de per\u00edcias ter\u00e1 in\u00edcio em 15 de maio e prazo de 90 dias. S\u00f3 depois, j\u00e1 em agosto, o tribunal dar\u00e1 in\u00edcio \u00e0 oitiva das testemunhas. A ministra tamb\u00e9m autorizou a colheita de depoimentos de Augusto Mendon\u00e7a, Pedro Barusco, Eduardo Leite, Ricardo Pessoa, Hamylton Pinheiro Padilha Junior, dos lobistas J\u00falio Camargo e Zwi Skornicki &#8211; apontado como operador de propina da Odebrecht no exterior &#8211; e do ex-diretor do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada Marcelo N\u00e9ri.<\/p>\n<p>Pessoa j\u00e1 afirmou em dela\u00e7\u00e3o premiada ter sido pressionado pelo ent\u00e3o tesoureiro de campanha de Dilma a realizar doa\u00e7\u00f5es para a campanha para manter contratos com a Petrobr\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Andrade Gutierrez<\/strong> &#8211; Os tucanos pediram ao TSE para que a corte ou\u00e7a Ot\u00e1vio Azevedo e Fl\u00e1vio Barra, executivos da Andrade Gutierrez que fizeram acordo de dela\u00e7\u00e3o com a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica. Os advogados do PSDB pediram ainda o compartilhamento da dela\u00e7\u00e3o com a corte eleitoral. Os executivos teriam dito na dela\u00e7\u00e3o que dinheiro oriundo do esquema na Petrobr\u00e1s abasteceu a campanha de 2010 e, segundo o jornal Folha de S. Paulo, tamb\u00e9m a campanha de 2014, informa\u00e7\u00e3o confirmada pelo Estado.<\/p>\n<p>A ministra considerou, no entanto, que o acordo de colabora\u00e7\u00e3o dos dirigentes da empreiteira permanece em sigilo at\u00e9 o momento no Supremo Tribunal Federal, onde foi homologado pelo ministro Teori Zavascki. Por isso, \u00e9 preciso aguardar que seja retirado o segredo de justi\u00e7a para que seja feito um novo pedido de compartilhamento da dela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O TSE j\u00e1 tinha tentado ouvir Ricardo Pessoa, mas o executivo permaneceu calado em raz\u00e3o do sigilo da dela\u00e7\u00e3o premiada. Agora, ap\u00f3s o fim do segredo dos depoimentos da UTC, a corte eleitoral ir\u00e1 novamente cham\u00e1-lo para depor.<\/p>\n<p><strong>Vice<\/strong> &#8211; A corregedora eleitoral n\u00e3o analisou o pedido feito pela defesa de Michel Temer para separar suas contas da campanha na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o daquelas apresentadas por Dilma. A defesa de Temer afirma que o vice n\u00e3o cometeu crimes eleitorais e corre o risco de ter o mandato cassado por &#8220;arrastamento&#8221; ou &#8220;beneficiamento&#8221;. Para Maria Thereza de Assis Moura, o fato dever\u00e1 ser analisado no julgamento final das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Thereza de Assis Moura, corregedora-geral da Justi\u00e7a Eleitoral, autorizou o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de provas que devem embasar as a\u00e7\u00f5es que pedem a cassa\u00e7\u00e3o da chapa formada pela presidente da Rep\u00fablica, Dilma Rousseff, e pelo vice-presidente, Michel Temer. 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