{"id":99380,"date":"2016-04-26T12:42:41","date_gmt":"2016-04-26T15:42:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=99380"},"modified":"2016-04-26T17:58:27","modified_gmt":"2016-04-26T20:58:27","slug":"brasil-um-pais-de-criminosos-tem-622-mil-atras-das-grades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/brasil-um-pais-de-criminosos-tem-622-mil-atras-das-grades\/","title":{"rendered":"Brasil, quarto pa\u00eds em n\u00famero de criminosos do mundo, tem 622 mil atr\u00e1s das grades"},"content":{"rendered":"<p><strong>Yara Aquino<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas privadas de liberdade no Brasil chegou a 622.202 em dezembro de 2014. Em dezembro de 2013, eram 581.507, o que mostra que a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria aumentou 7% em um ano (40.695 detentos a mais). Cerca de 40% dos presos brasileiros s\u00e3o provis\u00f3rios, ou seja, ainda n\u00e3o foram julgados em primeira inst\u00e2ncia. Mais da metade da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria \u00e9 formada por negros, e o tr\u00e1fico de drogas foi crime que mais levou os detentos \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o do Levantamento Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias (Infopen) e foram divulgados nesta ter\u00e7a (26) pelo Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Com o total de 622.202 pessoas privadas de liberdade, o Brasil tem a quarta maior popula\u00e7\u00e3o penitenci\u00e1ria do mundo, atr\u00e1s dos Estados Unidos (2,2 milh\u00f5es, ano de refer\u00eancia 2013), China (1,65 milh\u00e3o, ano de refer\u00eancia 2014) e R\u00fassia (644.237, ano de refer\u00eancia 2015). O Brasil tem d\u00e9ficit de 250.318 vagas, de acordo com o levantamento.<\/p>\n<p>O diretor-geral do Depen, Renato De Vitto, disse que o crescimento constante da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria no Brasil preocupa e cita que, em 25 anos, o n\u00famero de pessoas privadas de liberdade saltou de 90 mil para 622 mil.<\/p>\n<p>Segundo De Vitto, \u00e9 preciso combinar medidas como pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o e trabalho e penas alternativas para buscar a redu\u00e7\u00e3o. \u201cA taxa de encarceramento no Brasil tem crescido de forma an\u00f4mala em rela\u00e7\u00e3o ao que vem ocorrendo nos pa\u00edses que mais prendem no mundo.\u201d De acordo com o diretor-geral, apenas o encarceramento como pol\u00edtica de seguran\u00e7a n\u00e3o resulta na redu\u00e7\u00e3o das taxas de criminalidade. &#8220;Se n\u00e3o cuidarmos desse aumento expressivo da popula\u00e7\u00e3o prisional, qualquer arranjo de gest\u00e3o pode parecer insuficiente\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio aponta que, se considerado o n\u00famero de pessoas que entraram no sistema penitenci\u00e1rio nacional e deixaram a pris\u00e3o ao longo de 2014, pelo menos 1 milh\u00e3o de brasileiros passaram por encarceramento no per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Presos provis\u00f3rios<\/strong> &#8211; Em todos os estados brasileiros, h\u00e1 presos aguardando julgamento h\u00e1 mais de 90 dias, prazo tido como o minimamente razo\u00e1vel para que o detento conhe\u00e7a sua senten\u00e7a. O Esp\u00edrito Santo tem o maior percentual de presos nessa situa\u00e7\u00e3o, 97%, e Distrito Federal, o menor, 1%.<\/p>\n<p>\u201cDessas pessoas que ficam presas provisoriamente, 37% delas, quando s\u00e3o sentenciadas, s\u00e3o soltas. Ou seja, mais de um ter\u00e7o das pessoas que ficam presas provisoriamente n\u00e3o recebem uma pena de pris\u00e3o, aquela medida \u00e9 cautelar. Isso indica que temos de fato um excessivo uso da pris\u00e3o provis\u00f3ria no Brasil\u201d, disse o diretor-geral do Depen.<\/p>\n<p><strong>Perfil dos presos<\/strong> &#8211; Os dados do levantamento mostram que 61,6% dos presos s\u00e3o negros, 75% t\u00eam at\u00e9 o ensino fundamental completo e 55% t\u00eam entre 18 e 29 anos. Vinte e oito por cento respondiam ou foram condenados pelo crime de tr\u00e1fico de drogas, 25% por roubo, 13% por furto e 10% por homic\u00eddio.<\/p>\n<p>O ritmo de crescimento da taxa de mulheres presas na popula\u00e7\u00e3o brasileira chama a aten\u00e7\u00e3o, de acordo com o relat\u00f3rio. De 2005 a 2014, essa taxa cresceu numa m\u00e9dia de 10,7% ao ano. Em termos absolutos, a popula\u00e7\u00e3o feminina aumentou de 12.925 presas em 2005 para 33.793 em 2014. O tr\u00e1fico de drogas (64%) foi o crime que mais motivou a pris\u00e3o de mulheres, seguido por roubo (10%) e furto (9%).<\/p>\n<p>O levantamento indica que apenas 13% dos presos t\u00eam alguma atividade educacional e 20% trabalham. Pela primeira vez, foi calculada a remunera\u00e7\u00e3o: 38% dos presos que trabalham n\u00e3o recebem pagamento e 37% ganham menos do que tr\u00eas quartos do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que \u00e9 o patamar m\u00ednimo estabelecido pela lei.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Yara Aquino O n\u00famero de pessoas privadas de liberdade no Brasil chegou a 622.202 em dezembro de 2014. Em dezembro de 2013, eram 581.507, o que mostra que a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria aumentou 7% em um ano (40.695 detentos a mais). 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