{"id":99638,"date":"2016-04-28T07:51:27","date_gmt":"2016-04-28T10:51:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=99638"},"modified":"2016-04-28T11:26:09","modified_gmt":"2016-04-28T14:26:09","slug":"ate-34-segundos-como-coelho-depois-o-vai-ser-bom-nao-foi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/ate-34-segundos-como-coelho-depois-o-vai-ser-bom-nao-foi\/","title":{"rendered":"At\u00e9 33 segundos, como coelho. Depois, o vai ser bom, n\u00e3o foi?!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estabelecer uma forma cient\u00edfica de medir a dura\u00e7\u00e3o do ato sexual. O que marca o come\u00e7o? Como cronometrar? O estudo que chegou mais pr\u00f3ximo de fazer uma medi\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel determinou qual o &#8220;tempo de lat\u00eancia da ejacula\u00e7\u00e3o intravaginal&#8221;, ou seja, o tempo que demora desde a penetra\u00e7\u00e3o do p\u00eanis at\u00e9 a ejacula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo, feito na Universidade de Utrecht, reuniu dados de 500 casais heterossexuais de cinco pa\u00edses (Holanda, Reino Unidos, Estados Unidos, Espanha e Turquia). As mulheres receberam um cron\u00f4metro que disparavam no momento da penetra\u00e7\u00e3o e acionavam novamente quando havia ejacula\u00e7\u00e3o. O resultado foi bem variado: de rela\u00e7\u00f5es de 33 segundos a outras de 44 minutos.<\/p>\n<p>&#8220;Tirar a m\u00e9dia n\u00e3o resultaria em um n\u00famero muito fidedigno por causa da grande varia\u00e7\u00e3o, o mais sensato foi valorizar a mediana. Ou seja, aquele \u00edndice em que o maior n\u00famero de casais concentrou as respostas &#8211; que foi 5,4 minutos&#8221;, explica Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>Ela lembra que a mediana foi decrescendo com a idade: homens de 18 a 30 anos tiveram, com mais frequ\u00eancia, penetra\u00e7\u00f5es de 6,5 minutos. Entre os mais velhos de 51 anos, a mediana foi de 4,3 minutos.<\/p>\n<p><strong>S\u00edmbolo de virilidade<\/strong> &#8211;\u00a0A import\u00e2ncia da pesquisa, segundo Carmita, foi definir o tempo da ejacula\u00e7\u00e3o a ser considerado precoce para efeito de pesquisas. Esse tempo foi fixado em um minuto ou menos, depois da penetra\u00e7\u00e3o. Ela explica que at\u00e9 os anos 1960, o ejaculador precoce era tido como mais viril, justamente por sua rapidez.<\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 estudos bem estruturados sobre o tempo de orgasmo da mulher.<\/p>\n<p>Carmita aponta que alguns fatores modificam a dura\u00e7\u00e3o da penetra\u00e7\u00e3o, mesmo em homens saud\u00e1veis. Isto ocorre quando h\u00e1 maior preocupa\u00e7\u00e3o com o trabalho, com as finan\u00e7as, estar vivendo um momento de inseguran\u00e7a no relacionamento ou at\u00e9 estar diante de uma parceira que considera mais experiente. Medicamentos podem alterar para mais essa dura\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso de v\u00e1rios antidepressivos.<\/p>\n<p>Pesquisa coordenada pela pesquisadora em 2008 mostrou que 25,8% dos homens brasileiros est\u00e3o insatisfeitos com o tempo e o controle de sua ejacula\u00e7\u00e3o. Gostariam de mais tempo, antes de ejacular.<\/p>\n<p><strong>E os animais?<\/strong> &#8211;\u00a0Enquanto os felinos realizam penetra\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas de 20 a 90 segundos, as serpentes demoram cerca de uma hora &#8211; e os machos t\u00eam dois pseudop\u00eanis (chamados hemip\u00eanis).<\/p>\n<p>&#8220;Um casal de le\u00f5es, por exemplo, chega a realizar 300 incurs\u00f5es em dois dias&#8221;, diz Carlos Alberts, bi\u00f3logo e pesquisador da Unesp (Universidade Estadual Paulista). &#8220;Isso ajuda a garantir que haja fertiliza\u00e7\u00e3o do espermatozoide no \u00f3vulo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>As serpentes t\u00eam pseudop\u00eanis porque s\u00e3o estruturas apenas semelhantes ao p\u00eanis, mas que possuem outra origem embrion\u00e1ria. Um dos pseudop\u00eanis \u00e9 colocado na cloaca da f\u00eamea e, depois, o outro. Esse sistema \u00e9 comum em cobras e lagartos.<\/p>\n<p><strong>Sem penetra\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211;\u00a0A maioria dos vertebrados n\u00e3o tem penetra\u00e7\u00e3o na hora do acasalamento. &#8220;N\u00e3o existe p\u00eanis. Em alguns casos, como das aves, a cloaca do macho \u00e9 colocada sobre a da f\u00eamea. No caso de peixes, \u00f3vulos e espermatozoides s\u00e3o liberados no ambiente, o que dificulta a fecunda\u00e7\u00e3o e oferece mais perigos ao embri\u00e3o&#8221;, diz Alberts.<\/p>\n<p>A penetra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma vantagem dos mam\u00edferos, o que ajuda a assegurar a reprodu\u00e7\u00e3o. Nos seres humanos, mais de 80% dos espermatozoides n\u00e3o s\u00e3o aptos a fertilizar o \u00f3vulo. Apenas aqueles que s\u00e3o da primeira onda s\u00e3o perfeitos e s\u00e3o lan\u00e7ados para longe a fim de alcan\u00e7ar o \u00f3vulo.<\/p>\n<p>Os espermatozoides da segunda, terceira e quarta onda de esperma t\u00eam algumas deforma\u00e7\u00f5es, como o flagelo (cauda) em forma de mola, triplo, etc. e formam uma rede atr\u00e1s dos primeiros. &#8220;Acredita-se que seja para evitar que espermatozoides de outro homem sejam capazes de fertilizar o \u00f3vulo&#8221;, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil estabelecer uma forma cient\u00edfica de medir a dura\u00e7\u00e3o do ato sexual. O que marca o come\u00e7o? Como cronometrar? 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