{"id":99714,"date":"2016-04-28T20:21:44","date_gmt":"2016-04-28T23:21:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.notibras.com\/site\/?p=99714"},"modified":"2016-04-29T06:39:26","modified_gmt":"2016-04-29T09:39:26","slug":"reale-aponta-digitais-de-dilma-nos-crimes-que-governo-praticou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/reale-aponta-digitais-de-dilma-nos-crimes-que-governo-praticou\/","title":{"rendered":"Reale Jr v\u00ea digitais de Dilma nos crimes que o governo praticou contra o povo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Questionado sobre quest\u00f5es t\u00e9cnicas em seu discurso de acusa\u00e7\u00e3o, um dos autores do impeachment, Miguel Reale Jr., afirmou na comiss\u00e3o\u00a0especial do Senado, nesta quinta-feira, 28, que est\u00e1 clara a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff na edi\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos suplementares, um dos principais caminhos das pedaladas fiscais.<\/p>\n<p>&#8220;Nunca vi um crime com tanta impress\u00e3o digital&#8221;, afirmou Reale. O jurista alegou que \u00e9 evidente que n\u00e3o havia autoriza\u00e7\u00e3o para que a presidente editasse os decretos de cr\u00e9ditos suplementares. &#8220;Pode haver autoriza\u00e7\u00e3o legislativa, e se houver, pode-se editar o decreto. Mas n\u00e3o houve. Por que n\u00e3o? Por que realizar decretos passando por cima da Casa Legislativa?&#8221;, indagou.<\/p>\n<p>Em defesa da presidente, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) argumentou que havia, sim, autoriza\u00e7\u00e3o para os decretos. &#8220;Fica autorizada a abertura de cr\u00e9ditos suplementares, desde que sejam compat\u00edveis com a meta fiscal. Tem um princ\u00edpio da anualidade&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>Reale rebateu afirmando que a prova de que n\u00e3o havia autoriza\u00e7\u00e3o do Legislativo \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos por decreto pela presidente.<\/p>\n<p>O\u00a0jurista sustentou que a presidente cometeu uma &#8220;irresponsabilidade grav\u00edssima&#8221; na condu\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as p\u00fablicas. &#8220;O fato delituoso pode n\u00e3o existir l\u00e1 na Lei das 12 T\u00e1buas, mas existe na consci\u00eancia das democracias&#8221;, disse o professor, ministro da Justi\u00e7a do governo Fernando Henrique Cardoso.<\/p>\n<p>Em sua fala, Reale Jr. disse que as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito feitas por Dilma foram &#8220;indevidas&#8221;. &#8220;Ela maquiou artificiosamente esses d\u00e9bitos, fazendo de conta que n\u00e3o existiam, para se gerar junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e aos agentes econ\u00f4micos a ideia de que havia super\u00e1vit prim\u00e1rio&#8221;. O jurista prosseguiu: &#8220;N\u00e3o venha dizer que se agiu por necessidade de atender programas sociais, por necessidade. Necessidade s\u00f3 existe quando n\u00e3o h\u00e1 outro caminho, e para reduzir os gastos p\u00fablicos existem v\u00e1rios.&#8221;<\/p>\n<p>Convidado da comiss\u00e3o especial do impeachment ao lado da professora e tamb\u00e9m jurista Janaina Paschoal, Reale disse que as manobras fiscais geram &#8220;desassossego, receio e medo&#8221; na popula\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 sofre com desemprego e com o fechamento das empresas. &#8220;Quanto custar\u00e1 ao povo o sacrif\u00edcio da quebra do equil\u00edbrio fiscal?&#8221;, perguntou aos senadores. Ele negou, tamb\u00e9m, que as pedaladas tenham sido cometidas por governos anteriores.<\/p>\n<p>Reale ainda comparou o momento atual com o da ocasi\u00e3o do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, hoje senador (PTC-AL). &#8220;Aqui o direito de defesa tem sido muito ampliado&#8221;, disse. &#8220;Esses fatos s\u00e3o trazidos ao conhecimento de voc\u00eas no sentido de eliminar esse descaso profundo com a coisa p\u00fablica&#8221;.<\/p>\n<p>O jurista argumentou ainda que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade porque centralizava em si todas as decis\u00f5es da Rep\u00fablica. &#8220;Sua personalidade centralizadora fazia com que ela tomasse sempre para si as responsabilidades. A presidente era considerada efetivamente a ministra da Fazenda. Qual o nome do ministro da Fazenda? Dilma. Qual o nome do ministro dos Transportes? Dilma. Estava tudo com ela&#8221;, afirmou Reale Jr.<\/p>\n<p>Ele defendeu, desta forma, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel argumentar que exista falta de dolo ou qualquer dificuldade de direcionamento da responsabilidade do crime fiscal. &#8220;Atos dessa responsabilidade s\u00e3o sempre atribui\u00e7\u00e3o do chefe de executivo. Essa \u00e9 a jurisprud\u00eancia em casos j\u00e1 analisados, que s\u00e3o de prefeitos. Se atribui ao chefe do executivo essa responsabilidade&#8221;, argumentou.<\/p>\n<p>Reale tamb\u00e9m disse ainda que, em palestra, o pr\u00f3prio advogado-geral da Uni\u00e3o, Jos\u00e9 Eduardo Cardozo, j\u00e1 defendeu que a responsabilidade de crimes fiscais \u00e9 do chefe do executivo.<\/p>\n<p>Ao finalizar seu discurso, o jurista afirmou que apresentou os argumentos necess\u00e1rios para mostrar que o pedido de impeachment n\u00e3o era um pedido vazio, mas com base em um valor fundamental da Rep\u00fablica brasileira, que \u00e9 a responsabilidade fiscal na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p>Reale Jr. foi aplaudido, mas governistas criticaram seu discurso por ser &#8220;muito pol\u00edtico e n\u00e3o se ater \u00e0 quest\u00e3o do crime&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marta Nobre, Edi\u00e7\u00e3o Questionado sobre quest\u00f5es t\u00e9cnicas em seu discurso de acusa\u00e7\u00e3o, um dos autores do impeachment, Miguel Reale Jr., afirmou na comiss\u00e3o\u00a0especial do Senado, nesta quinta-feira, 28, que est\u00e1 clara a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff na edi\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos suplementares, um dos principais caminhos das pedaladas fiscais. &#8220;Nunca vi um crime com tanta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":99715,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-99714","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-brasil"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99714","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=99714"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99714\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":99760,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/99714\/revisions\/99760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/99715"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=99714"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=99714"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.notibras.com\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=99714"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}