Meu baú da Guarda

Eduardo Martínez
1 minutos de leitura
Gilberto Motta - Texto e Fotos

(Para a Nanda)

MAGIA AZUL

beirada de rio da Madre

noite guarda Lua

estrela solitária

brilha afetos luz

Sol bate manhã

Pintando aquarela ouro

canoa repousa espera

o pescador com baú

no fundo praia branquinha

imenso oceano azul

JANELA DE SONS

na Guarda do Embaú que me guarda

acostumei a dormir com a Lua

e a acordar com os galos

na festa sonora coletiva

pássaros no grande quintal

tenho uma janela própria

natureza musical

O EMARANHADO DA SEIVA

galhos secos retorcidos

veredas abraços explícitos

veias internas

vias-fluxos estradas

caminhos surrados

destinos-rios

vida fingindo ausente

mas ali pulsante presente

galhos se abraçam e pintam

intrincado mosaico

o sopro-anima meiga

no emaranhado da seiva

A LONGA ESPERA

sobre o fio tenso

olho observo escuto

sento-me na circunstância

em movimentos lentos

viajo pelo mundo

lendo em equilíbrio

o jornal do dia anterior

……………..

Gilberto Motta é escritor, poeta, jornalista, pesquisador e aprendiz de “belezuras de viver”. Há anos mora na Guarda do Embaú, vilarejo de pescadores, turistas e outros seres viventes, no litoral Sul de SC.

Compartilhar
2 Comentários
  • Caros leitores e leitoras, na verdade esses escritos são antiversos (no sentido de universos paralelos). O tema/adoração central é um lugar real chamado Guarda do Embaú onde a natureza e a beleza se fundem em poesia a que chamamos de vilarejo de pescadores. Aguardo você aqui para uma trilha pelo Vale da Utopia. Venham!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *