Eu, meus livros e uma Rosa

Eduardo Martínez
2 minutos de leitura
Ana Paula Rocha - Texto e Foto

Aos quatorze anos, ganhei um livro.

Dez anos depois, ganhei o mesmo livro novamente. A história era a mesma, mas eu já não era.

Foi então que comecei a procurar outras capas. Descobri que podia reler as mesmas páginas e encontrar novos sentidos a cada vez.

Vieram outras edições e idiomas. Virou uma caça ao tesouro. Canecas, abajur, lápis, canetas e outros itens foram se encaixando… até que a história ganhou espaço na minha pele, em uma tatuagem.

E o tempo passou.

Mas meu Pequeno Príncipe continuou sendo meu favorito.

Algumas pessoas não entendem esse fascínio. E tudo bem. Nem tudo aquilo que toca o nosso coração precisa fazer sentido para os outros.

Talvez eu goste tanto dessa história porque aprendi com ela que cada um carrega sua própria Rosa.

Nós cuidamos, regamos, protegemos… mas até uma Rosa pode murchar quando recebe cuidado demais ou é retirada do lugar onde deveria florescer.

Também aprendi que não adianta criar personagens para convencer os outros de que estamos bem.

A vida é única, breve e sem data de validade.

Por isso, hoje eu prefiro viver as páginas que tenho.

Apaixonar-me pela vida, cuidar das minhas Rosas e transformar os dias comuns em pequenos faz de conta.

Porque, no fim, talvez a história seja sempre a mesma… mas nós nunca somos.

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