Pequenas revoluções cotidianas

Eduardo Martínez
1 minutos de leitura
Emanuelle Nascimento - Foto Francisco Filipino

Pequenas revoluções cotidianas.

Talvez a gente espere demais pelas grandes revoluções.

Aquela mudança definitiva. O acontecimento extraordinário. O momento em que tudo finalmente fará sentido.

Enquanto isso, a vida acontece nas pequenas coisas.

Dizer não. Mudar de caminho. Recomeçar uma conversa. Parar de explicar aquilo que já foi explicado. Escolher ficar. Escolher ir.

Foucault nos ensinou a olhar para o poder nas relações miúdas.

Talvez a liberdade também esteja nelas.

Porque, no fim, ninguém acorda revolucionário.

Às vezes a revolução começa simplesmente quando a gente decide: “isso aqui eu não quero mais”.

E levanta.

De preferência depois do café.

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