Pequenas revoluções cotidianas.
Talvez a gente espere demais pelas grandes revoluções.
Aquela mudança definitiva. O acontecimento extraordinário. O momento em que tudo finalmente fará sentido.
Enquanto isso, a vida acontece nas pequenas coisas.
Dizer não. Mudar de caminho. Recomeçar uma conversa. Parar de explicar aquilo que já foi explicado. Escolher ficar. Escolher ir.
Foucault nos ensinou a olhar para o poder nas relações miúdas.
Talvez a liberdade também esteja nelas.
Porque, no fim, ninguém acorda revolucionário.
Às vezes a revolução começa simplesmente quando a gente decide: “isso aqui eu não quero mais”.
E levanta.
De preferência depois do café.

