Defensor Kleber aposta em agenda ampla para buscar vaga entre os distritais

Redação
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Pimenta Filho - Foto Divulgação

Na reta final da campanha eleitoral de 2026, o Defensor Kleber, candidato do Novo a deputado distrital, procura ampliar seu espaço na disputa por uma das 24 cadeiras da Câmara Legislativa do Distrito Federal com uma plataforma que combina eficiência administrativa, defesa de direitos e aproximação entre o poder público e diferentes segmentos da sociedade.

Kleber Vinícius Bezerra Camelo de Melo concorre com o número 30.030 e está com a candidatura deferida pela Justiça Eleitoral. Servidor público federal, ele tenta chegar à CLDF apresentando sua experiência jurídica e no serviço público como credenciais para o exercício do mandato.

A candidatura também aparece na lista oficial do Novo para a disputa por uma vaga de deputado distrital no Distrito Federal. Um dos eixos apresentados por Kleber é a defesa de uma Câmara Legislativa mais próxima dos problemas enfrentados diariamente pela população.

Na visão defendida durante a campanha, o mandato parlamentar deve ir além da apresentação de projetos de lei. Fiscalização do Executivo, acompanhamento das políticas públicas, controle dos gastos e cobrança de resultados também devem integrar a rotina de um deputado distrital.

A proposta é colocar temas como saúde, educação, mobilidade, desenvolvimento econômico e qualidade dos serviços públicos no centro das discussões da CLDF, buscando aproximar as decisões tomadas no Legislativo das necessidades das diferentes regiões do Distrito Federal.

A educação ocupa espaço importante na plataforma apresentada pelo candidato, especialmente no campo da inclusão.

Kleber defende maior atenção às pessoas com deficiência, estudantes com transtorno do espectro autista, famílias atípicas e instituições que atuam diretamente na educação especial e inclusiva.

A proposta apresentada pela campanha passa pela melhoria da estrutura das escolas, presença de profissionais especializados e melhor utilização dos recursos públicos destinados ao atendimento desses estudantes.

O objetivo declarado é aproximar orçamento, planejamento educacional e realidade das famílias que dependem da rede pública.

Na saúde, o candidato procura deslocar a discussão do simples aumento de gastos para a qualidade da aplicação dos recursos.

A plataforma defendida por Kleber inclui fortalecimento da atenção básica, utilização de tecnologia, redução das filas e melhor organização da rede pública.

A ideia é cobrar não apenas quanto o governo investe, mas principalmente o resultado que esse dinheiro produz para quem procura atendimento.

Nesse modelo, eficiência administrativa deixa de ser apenas um conceito de gestão e passa a ser medida pelo tempo de espera, pela disponibilidade de profissionais, pelo acesso aos exames e pela capacidade do sistema de solucionar o problema do paciente.

Servidor público federal, Kleber também procura fazer da valorização do funcionalismo uma de suas principais bandeiras. Sua proposta busca conciliar duas ideias que frequentemente aparecem em campos opostos do debate político: cobrança por eficiência e valorização profissional.

O candidato defende condições adequadas de trabalho, respeito às carreiras públicas, remuneração digna e atenção aos aprovados em concursos públicos, sempre observados os requisitos legais, administrativos e orçamentários.

Ao mesmo tempo, sustenta a necessidade de combater desperdícios, melhorar a gestão e cobrar resultados.

A tese apresentada pela candidatura é simples: não existe serviço público eficiente sem bons servidores, assim como a estabilidade e a estrutura do Estado não dispensam responsabilidade com o dinheiro do contribuinte.

A experiência jurídica também aparece como componente importante da candidatura. Kleber defende maior diálogo da Câmara Legislativa com advogados, defensores e demais integrantes do sistema de Justiça, além do respeito às prerrogativas profissionais da advocacia.

Na visão apresentada por ele, essas prerrogativas não devem ser interpretadas simplesmente como vantagens corporativas, mas como instrumentos relacionados ao direito de defesa e ao funcionamento do sistema jurídico.

Em manifestação pública durante a campanha, Kleber também vinculou sua experiência profissional à defesa de direitos, da dignidade e da igualdade.

Outro ponto incorporado à plataforma é a liberdade religiosa. O candidato sustenta que o Estado deve garantir tratamento igualitário tanto às diferentes religiões quanto às pessoas que não professam qualquer fé.

Nesse campo, uma das preocupações apresentadas pela candidatura envolve os adventistas do sétimo dia, cuja observância religiosa do sábado pode provocar conflitos de horários em concursos, provas, atividades acadêmicas e determinadas obrigações administrativas.

Kleber defende soluções capazes de compatibilizar o funcionamento das instituições com o direito constitucional à liberdade de consciência e de crença, sem criar privilégios ou discriminações.

Se de um lado a candidatura procura dialogar com servidores e usuários dos serviços públicos, de outro busca aproximação com empresários, profissionais liberais e trabalhadores do setor produtivo.

Entre as propostas apresentadas estão incentivo ao empreendedorismo, atenção aos micro e pequenos empresários, simplificação de procedimentos e redução da burocracia.

A avaliação da campanha é que Brasília precisa ampliar sua atividade econômica para além da forte presença do setor público.

Nesse sentido, Kleber defende um ambiente que facilite a abertura e a manutenção de empresas, estimule investimentos e favoreça a geração de empregos.

A lógica é tentar estabelecer uma ponte entre duas Brasílias que nem sempre caminham juntas no discurso político: a capital dos servidores públicos e a cidade dos comerciantes, empresários, profissionais liberais e empreendedores.

É justamente nessa combinação de pautas que Kleber procura construir sua identidade eleitoral.

Serviço público, saúde, educação inclusiva e defesa de direitos aparecem ao lado de empreendedorismo, advocacia, liberdade religiosa e desenvolvimento econômico.

Em vez de concentrar a campanha em uma única bandeira, o candidato tenta reunir diferentes segmentos em torno de uma proposta de atuação parlamentar baseada em fiscalização, diálogo e eficiência administrativa.

A estratégia coloca o Defensor Kleber diante de um desafio típico das eleições proporcionais: transformar uma agenda ampla em identidade eleitoral suficientemente clara para conquistar espaço dentro do próprio partido e, depois, alcançar uma das cadeiras da Câmara Legislativa.

Com o número 30.030, Kleber chega aos últimos dias de campanha tentando convencer o eleitor de que a diversidade de sua plataforma pode ser levada para dentro da CLDF como instrumento de diálogo entre Estado, sociedade e setor produtivo.

A resposta virá das urnas.

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