Acenos pós-urnas antecipam futuro sombrio

Redação
Redação
3 minutos de leitura
Arimathéia Martins - Foto Editoria de Imagens/IA

Me valendo de um dos mais chatos bordões da juventude, não é sobre a lealdade canina do meu pet, mas sobre a futura instabilidade política e econômica do país. Vitorioso no primeiro turno da eleição presidencial, se Flávio Bolsonaro fizer pelo menos a metade da metade do que vem prometendo, o Brasil sonhado para 2027 deve se transformar em um pesadelo daqueles jamais imaginado pelos que já estiveram próximo da lenda urbana denominada Sete Além.

Por mais maquiagem que os aliados usem em seus discursos antecipados de vitória, as frases de efeito e as ensurdecedoras entrevistas antecipam um futuro sombrio, claramente descrito como versão degradada e inquietante do mundo real, notadamente para a ciência e para as pesquisas. Na hipótese real de o conservadorismo vencer a eleição, tudo indica que os dois ou três passos dados à frente nestes quatros anos de convívio com o progressismo podem representar cinco ou seis para trás.

Como o Brasil que me viu nascer definitivamente morreu de Alzheimer, com um buquê de flores avermelhadas em mãos erradas e com Parkinson, teremos de aceitar. Afinal, a maioria do povo que votou com as vísceras e em personagens quis assim. Votaram sem saber o que um e outro propunham. Votaram se aproveitando do que os mais espertos regurgitam. Ou seja, a falta de opinião e de personalidade próprias ainda cobrará juros e correção de quem fez pouco caso do voto.

Nada mais original do que um meme publicado no dia seguinte ao primeiro turno, cujo texto dizia que, por ódio à formiga, a barata votou no inseticida. O resultado é que morreram todos, inclusive o grilo que votou em branco e a mosca que não foi votar. Embora não me sinta representado e discorde de suas primeiras propostas, de minha parte sempre dançarei conforme a música. O que desejo é que, apesar do sobrenome, o candidato preferido pelos mais pobres seja a favor do povo e da democracia.

Pouco importa o partido ou a ideologia do vencedor. O que peço à Deus e à Nossa Senhora Aparecida é que ele, apoiado pelo novo Congresso de maioria conservadora, busque soluções para as principais mazelas da população, com destaque para a saúde, educação e segurança. Seja de esquerda ou de direita, que o vitorioso surfe nas ondas de Donald Trump e acaba de vez com a força do crime organizado e das milícias do Rio de Janeiro e do Nordeste.

Compartilhar
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *