Clã Bolsonaro incorpora Policarpo Quaresma, aquele que quer tudo e tudo per

Redação
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Heliodoro Quaresma - Foto Editoria de Imagens/IA

A exemplo do patriotismo ufanista de Policarpo Quaresma, personagem do escritor brasileiro Lima Barreto no romance homônimo, o país idealizado para ser uma República Radical Bolsonarista não passou de uma ilusão. Assim como Quaresma, o nacionalismo exacerbado e o ufanismo “ingênuo” do clã Bolsonaro nunca couberam em uma nação plural e multifacetada como é o Brasil. Com certeza, todos os cerca de 215 milhões de brasileiros têm amor extremo à pátria.

O problema surge quando determinado grupo se acha superior e, consequentemente, mais importante e mais poderoso do que os demais. É aí que as diferenças viram conflitos. Às vezes, guerras fratricidas. Caso óbvio do Brasil de Jair e de Flávio Bolsonaro. Sem esquecer as mortais mazelas da pandemia de Covid 19, sugerir que o país era mais deles do que dos que pensavam politicamente de forma contrária só não foi pior do que a proposta oficiosa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título papal de Padroeira do Brasil.

Como cristão, democrata e patriota, sinceramente jamais torci pelo sofrimento de ninguém. Sem hipocrisia, no máximo pela derrota política. Eis a razão pela qual, mesmo não sendo lulista de carteirinha ou com registro em cartório, me senti vencedor no último domingo (25). Fiz o L em nome de minha preocupação com a possibilidade de vitória do retrocesso e, acima de tudo, torcendo para que o Brasil definitivamente se livre do radicalismo retrógrado, violento, intolerante, ignorante e sem nexo.

Absolutamente nada contra a direita, independentemente do tamanho de seu conservadorismo. Digo isso porque, após viver 21 anos sem o direito básico de ir e vir e sem permissão para me expressar sem medos, readquiri a liberdade justamente sob um governo de direita. O ex-presidente José Sarney, a quem prazerosamente servi, pode não ter sido o melhor mandatário que já tivemos. Todavia, em tempo algum ele poderá ser incluído na lista dos piores.

Também fui governado pelos conservadores Fernando Collor e Michel Temer, sobre os quais pouco ou nada a declarar. Um de meus ídolos políticos, Fernando Henrique Cardoso nunca marchou com a esquerda. Apesar de manifestações contrárias à ditadura, FHC, no sentido rígido da política, sempre esteve vinculado ao centro. O mesmo ocorreu com Itamar Franco, José Serra e Geraldo Alckmin. Portanto, não há que se falar em temor da direita. Na verdade, não havia.

A redescoberta da direita raivosa e revanchista me obrigou a votar e a torcer fervorosamente por um candidato que até então tinha somente minha admiração. Isso desde o golpismo de Michel Temer. Por isso, embora lamentando o indesejável desfecho da história do personagem Policarpo Quaresma, tudo indica que também será triste, melancólico e absolutamente merecido o início do fim da trajetória política da família do Policarpo Quaresma tupiniquim. Como diz o provérbio que fala sobre a ambição excessiva, quem quer tudo acaba ficando sem nada. É o caso nu e cru do clã Bolsonaro,

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