Extremistas do tipo Nikolas inventam desculpas para esconder seus erros

Redação
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Misael Igreja - Foto Lula Marques

Referência àqueles com distúrbios de personalidade, defeitos de caráter e desvios nocivos de comportamento, o ditado “Pau que nasce torto, nunca se endireita” significa que essas pessoas não mudam ao longo da vida. É a afirmação mais contundente de que o ser humano que brota com raízes daninhas dificilmente produzirá frutos sem a essência perversa. Qualquer semelhança com os extremistas brasileiros que usam a política para perseguir, maltratar, debochar, mentir e desqualificar os bons não é mera coincidência.

Demônios são humanos. Eu e milhões de eleitores brasileiros conhecemos vários. Um se destaca pela forma nojenta e selvagem como faz política. Sem margem de erro para qualquer lado, Nikolas Ferreira (PL-MG) deve ter inteligência acima da média nacional. Pois é justamente isso que o torna intragável, desprezível e indigno como homem público, cuja atividade principal, a de parlamentar, exige dele respeito à democracia, à soberania nacional, aos antagônicos e, sobretudo, às propostas de interesse da coletividade.

Exigir não quer dizer cumprir. Lamentavelmente, ele age como todos os cegos que carnavalescamente comanda nas redes sociais, os quais veem, mas, mesmo vendo, não querem ver. Ou seja, caminham no sentido oposto da verdade e do bem-estar da sociedade. Daqueles que, por falta de dignidade, inventam desculpas para esconder seus erros, o deputado mineiro faz parte de uma lista de políticos tão abaixo da crítica que, pensando como eleitor, não são dignos nem da minha maledicência.

Como não conheço ninguém ruim que mudou antes de se dar mal, torço que o parlamentar mantenha as diferenças partidárias, mas que, em benefício da civilidade política, pare de ignorar a soberania da própria pátria em nome de rivalidades ideológicas. Apoiar boicotes a comerciantes simpáticos a outro partido e mentir para brasileiros avessos à tirania apenas para angariar votos para a seita que defende é muito mais do que picaretagem política. É ausência total de caráter, falta de patriotismo.

É covardia com o povo mais humilde. É se apequenar diante dos que, mesmo de longe, conhecem seus métodos sujos de participar – e vencer – uma disputa eleitoral. Nikolas Ferreira não é o único deputado ou senador a se inserir na relação dos homens públicos mal resolvidos e, por isso, incapazes de valorizar o outro. São esses cuja fragilidade humana e pobreza de espírito os impede de reconhecer, aplaudir, elogiar e exaltar (pelo menos reconhecer) as conquistas alheias. Então, não espere deles nada além do ódio e do rancor.

Considerando que, cedo ou tarde, pessoas maldosas e mal-amadas acabam escorregando no próprio mal, o caminho mais fácil contra elas é o do silêncio. Ignorar o que é hostil incomoda muito mais do que responder ou xingar. Desde o último dia 25 de outubro, o nosso lema é comemoração, pois, felizmente, o ódio não mereceu lugar no pódio. O fogo do inferno aguarda àqueles que tomam decisões pensando exclusivamente no umbigo. No mundo não há mais lugar para os intolerantes e soberbos. Quando ao discípulo de Adolf Hitler, enquanto não chega o dia do juízo final, que ele dê uma esticada ao outro lado da ponte que partiu. Não fará nenhuma falta ao Brasil e nem a Minas Gerais.

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Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais

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