Necessidades da população e corrida por votos marcam última semana eleitoral

Redação
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João Zisman - Foto Valter Campanato

A última semana da eleição distrital começa com uma contradição evidente: enquanto os candidatos discutem os projetos para os próximos quatro anos, os moradores da Colônia Agrícola 26 de Setembro enfrentam novamente a água invadindo ruas e comprometendo a circulação.

É um exemplo concreto da distância que pode existir entre o anúncio de obras e a solução efetiva dos problemas urbanos. A drenagem, a manutenção das vias e a qualidade das intervenções públicas terão de integrar a agenda da próxima administração, independentemente do resultado eleitoral.

A segurança pública também exige atenção. Os episódios de violência em Ceilândia, o roubo no Jardim Botânico e a morte de uma mulher após ataque na Candangolândia mostram que a proteção da população não pode ficar restrita a propostas de ampliação do policiamento ou instalação de equipamentos. Prevenção, investigação, atendimento às vítimas e presença do Estado precisam funcionar de maneira integrada.

Na política, a aproximação entre as disputas presidencial e distrital amplia a mobilização, mas pode reduzir o espaço destinado à discussão dos problemas específicos de Brasília. Celina aposta na continuidade e na apresentação de investimentos. Grass procura transformar as deficiências dos serviços públicos em argumento para a mudança.

O eleitor terá de avaliar não apenas promessas, mas a viabilidade de executá-las. Concursos, novas obras, ampliação da saúde e melhorias no transporte exigem recursos, planejamento e capacidade administrativa.

A semana decisiva começa, portanto, com dois calendários correndo simultaneamente: o da campanha, que termina nas urnas de domingo, e o das necessidades da população, que continuará na segunda-feira seguinte.

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