Hoje, mais além de mim, meu coração.
Mais areia para a lágrima, sangue e osso.
Já não me estranham as perguntas vossas,
Nem mesmo sobre o impossível, ou não.
De preferência, alegorias e metáforas;
Jeito de quem, na incerteza se embaraça.
Divide-se de fato o Céu em sete planos,
Desde a reles Terra até o teto, Nirvana?
Sou, hoje, o justo, mas não o proclamo.
Não sei de mérito, mas zelo pelo excesso.
Na dúvida do sensato, sou pai, filho, irmão…
Palpite de quem preza o alegórico:
Plausível, porém, ainda em alucinação.
Ser pássaro, pois. Mas, sem perder o chão.

