Tira o Sol da beira do rio
Tira o azul do oceano de lá
Tira o vento, mesmo que de Sul
Tira as noites embaçadas de inverno
Tira os turistas chatos e os babacas
Tira o ranço dos bolsonaros
Tira o supermercado e os preços altos
Tira o vizinho que não diz Bom dia
Tira a vesga mania de colonizados
Tira a sabujista dose de superioridade
Tira a triste vizinhança da Pinheira
Tira o ranço de ser vila de Palhoça:
Sobra a Guarda, aos pés do Morro da Pedra do Urubu,
A Guarda do Embaú.
…………………….
Gilberto Motta é escritor, poeta, jornalista e pesquisador. Vive na Guarda do Embaú, vilarejo de pescadores, turistas e outros privilegiados, no litoral Sul de SC.


A Guarda do Embaú é o reduto do nosso amigo e escritor Gilberto Motta desde o dia que resolveu largar tudo para fugir com essa paisagem magnífica com quem vive um grande amor.
Oi, querida Edna. Essa pequena crônica poética livre é um pouco desabafo e/ou respiros de realidade, afinal, a Guarda do Embaú é mesmo repleta de luz, natureza, porém também repleta de contradições “humanas”. Não larguei tudo, não! Creio que a opção segue a trajetória das minhas andanças pelas veredas de que nos fala o Rosa. Escrevi agora cedinho uma crônica (O Ponto de Mutação) que será publicada logo mais aqui no nosso Café Literário. E vamos vivendo, vivenciando, enfrentando e esperançando ao sabor dos ventos, do Tempo. Grato pela leitura e comentário. Forte abraço!
No aguardo da nova crônica retribuo o abraço.