Não é hora de baixar os olhos,
nem de recolher as bandeiras.
A vida nunca foi caminho fácil:
a vida é luta,
é travessia,
é insistir quando o cansaço
manda a gente parar.
Não desistiremos do país
porque o país também somos nós.
Somos as mãos que trabalham,
os pés que atravessam a cidade,
a esperança de quem acorda cedo
e ainda acredita
que amanhã pode ser mais justo.
Estaremos nas trincheiras,
não das armas,
mas das ideias, da coragem e da palavra.
Nas trincheiras da justiça social,
do trabalho digno,
da cidadania que não seja favor,
mas direito de todos.
Estaremos onde houver fome
para dizer que comida é direito.
Onde houver exploração
para lembrar que trabalho não pode ser sofrimento.
Onde houver desigualdade
para repetir, quantas vezes for preciso,
que nenhuma democracia é inteira
quando tanta gente fica para trás.
Porque este país é grande demais
para ser entregue ao medo,
ao ódio ou à injustiça.
E enquanto houver alguém disposto
a lutar por dignidade,
por liberdade,
por pão, escola, saúde e respeito,
a história ainda estará sendo escrita.
Que venham os dias difíceis.
Nós estaremos aqui.
Com os pés firmes,
a memória acesa
e a esperança teimosa.
Porque a vida é luta.
Porque o Brasil não é caso perdido.
E porque desistir do nosso povo
nunca será uma opção.

