Caso Master entra no folclore político brasileiro com peso de uma caixa-forte

Redação
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@donairene13 - Foto de Arquivo

O caso Master tem dimensão suficiente para entrar para a história como um dos maiores escândalos financeiros do país. Há bilhões de reais envolvidos, investigações, relações com políticos, empresários e integrantes das instituições. Mas, no meio de uma história tão grave, aparecem alguns episódios quase prosaicos. Daqueles que, se estivessem num roteiro de ficção, alguém diria que o autor exagerou.

Há poucos dias, Flávio Bolsonaro resolveu explorar politicamente as imagens de Alexandre de Moraes desembarcando de um jatinho ligado a Daniel Vorcaro. Criticou o ministro e transformou o avião em mais um símbolo de sua ofensiva contra o STF. Só que a história resolveu dar uma volta completa: agora veio a público que o próprio Flávio viajou, em janeiro de 2025, no mesmo Legacy 650.

É quase uma regra do caso Master: antes de apontar para a relação de alguém com Vorcaro, talvez seja prudente conferir a própria agenda, os próprios contatos e, pelo visto, até o histórico de voos. Viajar naquele avião, isoladamente, não prova irregularidade de ninguém. Mas politicamente a cena é difícil de superar: Flávio apontou para Moraes por ter descido do jatinho de Vorcaro e, poucos dias depois, descobrimos que ele próprio já havia embarcado no mesmo avião. O caso Master tem escândalo, drama e investigação mas também está ficando especialista em produzir ironias.

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