Supremo é um poder, Planalto, outro; e as urnas eleitorais não estão no meio

Redação
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@donairena13 - Foto de Arquivo

Havia uma aposta evidente entre bolsonaristas de que a confusão no STF seria a grande oportunidade para sangrar Lula nas pesquisas. Era como se bastasse transformar a crise do Supremo no assunto do dia, repetir o tema à exaustão e esperar que o desgaste automaticamente caísse no colo do presidente. Só que as pesquisas chegaram, especialmente a Datafolha, e estragaram um pouco o roteiro: praticamente nada mudou. Muito barulho, muito esforço e pouco resultado eleitoral.

Simplesmente o eleitor não parece estar fazendo a associação que gostariam que fizesse. STF é STF, Lula é Lula. Já tentaram empurrar outras crises para dentro da campanha, já procuraram diferentes atalhos para produzir desgaste e, até agora, não encontraram uma pauta com força suficiente para fazer Lula desidratar de verdade. É um investimento político considerável para um retorno bastante modesto.

E o pior é que quanto mais insistem em manter o STF no centro do debate, mais reaparecem relações, personagens e conexões que também podem criar embaraços para Flávio Bolsonaro. O problema é que, aparentemente, nem isso está mexendo muito com o eleitorado dele. Em resumo, os dois lados produzem escândalo, manchete, indignação e horas de discussão nas redes, enquanto uma parcela enorme do eleitor simplesmente segue a vida e mantém o voto onde já estava.

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