Flu atropela Vitória no Barradão, dispara no G4 e deixa o rival no sufoco

Redação
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Bartô Granja - Foto Divulgação

O Fluminense deu mais um passo importante na corrida por uma vaga direta na Copa Libertadores de 2027. Com uma atuação segura, eficiente e marcada pelo domínio ofensivo, o Tricolor carioca derrotou o Vitória por 3 a 0, na noite desta sexta-feira, 6, no Barradão, em Salvador, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Savarino, Canobbio e Castillo marcaram os gols de uma vitória que consolidou a equipe das Laranjeiras na quarta colocação, com 57 pontos, enquanto aprofundou a crise do adversário, ameaçado pelo rebaixamento.

A partida colocou frente a frente dois clubes que vivem realidades completamente diferentes na reta final da competição. De um lado, o Fluminense, cada vez mais próximo de garantir presença na principal competição continental. Do outro, um Vitória pressionado pelos maus resultados, pela instabilidade técnica e pela insatisfação de uma torcida que começa a temer seriamente a queda para a Série B.

Mesmo atuando fora de casa, o Fluminense demonstrou personalidade para controlar o confronto. O Vitória tentou impor pressão nos minutos iniciais, incentivado pelos torcedores que compareceram ao Barradão, mas encontrou dificuldades para transformar a disposição em oportunidades concretas. Bastou o time carioca organizar sua primeira investida ofensiva para mudar o panorama da partida.

Aos 14 minutos do primeiro tempo, Canobbio recebeu pela direita e cruzou para Savarino, que apareceu na pequena área e completou para as redes, sem dar chances ao goleiro Lucas Arcanjo. O gol esfriou o entusiasmo inicial dos donos da casa e permitiu ao Fluminense assumir definitivamente o controle das ações.

Com maior organização no meio-campo, a equipe comandada por Marcão passou a explorar os espaços deixados pela defesa baiana. Hulk levou perigo em finalizações de longa distância, enquanto Lucho Acosta participou ativamente da construção das jogadas. A superioridade técnica ficou evidente diante de um Vitória que acumulava erros de passes e demonstrava nervosismo.

Aos 41 minutos, veio o segundo golpe. Nonato encontrou Canobbio em profundidade, e o atacante uruguaio mostrou categoria ao encobrir Lucas Arcanjo com um toque preciso. Além de ampliar a vantagem, o gol encerrou um jejum de seis partidas do jogador, que não balançava as redes desde setembro. O Fluminense foi para o intervalo com uma vantagem confortável e a sensação de que poderia administrar o resultado sem grandes sobressaltos.

Na segunda etapa, o Vitória tentou reagir, mas esbarrou nas próprias limitações. Sem criatividade para superar a marcação adversária, o time baiano insistiu em jogadas pouco produtivas e praticamente não exigiu intervenções difíceis do experiente goleiro Fábio.

O técnico interino Cléber dos Santos, que assumiu a equipe depois da demissão de Jair Ventura, promoveu alterações na tentativa de aumentar o poder ofensivo. As mudanças, entretanto, não surtiram o efeito esperado. O Fluminense manteve a organização defensiva, diminuiu o ritmo quando necessário e procurou explorar os contra-ataques.

À medida que o tempo passava, a impaciência tomava conta das arquibancadas. Os torcedores rubro-negros passaram a vaiar os jogadores e protestar contra o desempenho da equipe. Parte do público deixou o estádio antes mesmo do apito final.

O terceiro gol surgiu aos 44 minutos da etapa complementar, quando Castillo recebeu a bola, avançou sobre a defesa, driblou Lucas Arcanjo e concluiu para o gol vazio. Foi o lance que transformou a vitória em goleada e provocou uma reação incomum: torcedores do próprio Vitória chegaram a aplaudir a jogada do atacante argentino, em meio às manifestações de descontentamento com o time da casa.

A vitória também representa uma demonstração de força do Fluminense na disputa pelas primeiras posições. Com 57 pontos, o Tricolor permanece em quarto lugar, três atrás do Cruzeiro, terceiro colocado, e abre três pontos de vantagem sobre o Athletico-PR, quinto. Mais do que a diferença na classificação, a equipe carioca chega à reta decisiva com confiança renovada e a perspectiva de encerrar a temporada entre os protagonistas do futebol brasileiro.

Para o Vitória, a situação é preocupante. Estacionado nos 38 pontos, o clube ocupa a 15ª colocação, empatado em pontuação com o Internacional, 16º, e apenas um ponto à frente de Corinthians e Grêmio, que aparecem na zona de rebaixamento. A derrota aumenta a pressão sobre dirigentes, comissão técnica e jogadores, especialmente porque o calendário oferece poucas oportunidades de recuperação.

O desempenho recente ajuda a explicar a apreensão dos torcedores. O Vitória conquistou apenas uma vitória nos últimos oito compromissos pelo Campeonato Brasileiro, sequência que comprometeu sua tentativa de se afastar definitivamente das últimas posições. A mudança no comando técnico ainda não produziu a reação esperada, e a equipe precisará encontrar soluções rapidamente para evitar que a crise termine em rebaixamento.

A paralisação do campeonato para a Data Fifa poderá ser decisiva para os dois clubes. O Fluminense terá tempo para recuperar jogadores, corrigir detalhes e preparar sua estratégia para defender a posição no G4. Já o Vitória precisará aproveitar o intervalo para reorganizar o sistema defensivo, recuperar a confiança do elenco e encontrar alternativas ofensivas.

As duas equipes voltam a campo no dia 19 de novembro. O Fluminense visitará o São Paulo, no Morumbis, às 21h30, enquanto o Vitória receberá o Red Bull Bragantino, no Barradão, às 19h30. Para os cariocas, será mais uma oportunidade de consolidar o caminho rumo à Libertadores. Para os baianos, um confronto que poderá representar a diferença entre respirar na tabela ou mergulhar definitivamente na zona de rebaixamento.

Diante de 20.142 torcedores, o Barradão testemunhou duas histórias opostas. O Fluminense saiu de Salvador com três pontos, confiança e perspectivas de disputar a Libertadores. O Vitória permaneceu com as dúvidas, os protestos e a ameaça de uma queda que, a quatro rodadas do encerramento do campeonato, deixou de ser uma possibilidade distante para se transformar em preocupação imediata.

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