A felicidade não precisa de banca examinadora
Tenho uma teoria: a gente complica demais a felicidade.
Queremos entender de onde ela veio, por que chegou, quanto tempo vai durar e se existe alguma possibilidade de renovação contratual.
Como boa pessoa das Ciências Sociais, até para ser feliz eu gostaria de uma metodologia.
Mas talvez felicidade seja justamente aquilo que escapa ao método.
Um café bom. Uma conversa besta. Uma música desafinada. Uma gargalhada fora de hora. Uma tarde que não precisava ter acontecido, mas aconteceu.
Nem tudo precisa virar conceito.
Algumas coisas podem simplesmente ser boas.
E isso, para quem pensa demais, já é uma revolução.

