O Distrito Federal registrou, no último domingo (25), o seu terceiro feminicídio em menos de um mês. Shirlene Cardoso Borgonha, de 39 anos, foi assassinada na região da Estrutural após ser atacada a golpes na cabeça. Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida de apenas R$ 100 que a vítima possuía com o agressor, um adolescente de 17 anos.
A dinâmica do crime revela a brutalidade da ação. Shirlene foi surpreendida pelo jovem pelas costas e não teve qualquer chance de defesa. Sem dizer uma palavra, o agressor desferiu diversos golpes na parte posterior do crânio da vítima, que morreu no local. O laudo pericial confirmou que a causa do óbito foi traumatismo cranioencefálico grave.
O autor do crime, apesar da pouca idade, possui um extenso histórico de atos infracionais. Ele estava sendo procurado desde novembro de 2025, quando fugiu do sistema socioeducativo. De acordo com a delegada Bruna Eiras, da 8ª DP (Estrutural), o jovem já acumula passagens por tráfico de drogas, roubo, porte de arma de fogo e até mesmo uma tentativa de homicídio anterior.
Após ser identificado e detido, o expediente do caso foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e à Vara da Infância e Juventude. Pela legislação vigente, por ser menor de 18 anos, o jovem está sujeito a uma medida socioeducativa de internação que pode chegar a, no máximo, três anos de reclusão.
A escalada da violência contra a mulher no início de 2026 preocupa as autoridades locais. No mesmo período de 2025, o DF havia registrado dois casos, um número inferior ao cenário atual. O sepultamento de Shirlene ocorreu nesta terça-feira (27), sob clima de revolta e luto entre familiares e amigos que clamam por justiça e maior rigor na proteção feminina.
As autoridades reforçam a importância da denúncia para prevenir novos casos de violência doméstica e feminicídio. Mulheres em situação de risco ou testemunhas de agressões podem buscar ajuda através do Disque 190 (Polícia Militar), do 197 (Polícia Civil) ou do 180 (Central de Atendimento à Mulher), além de poderem recorrer às Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM), que funcionam 24 horas.
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Veja matéria sobre o caso publicada nesta terça (27) aqui no Notibras:
.https://www.notibras.com/site/mulher-e-encontrada-morta-com-sinais-de-espancamento/
