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A aposta de quem briga pelo partido sem abandoná-lo

Marina Silva decidiu permanecer na Rede Sustentabilidade, mesmo após uma sequência de conflitos internos. A decisão foi recebida com “indignação e perplexidade” pela direção nacional do partido. O episódio escancara uma crise que já não é mais silenciosa: a legenda que nasceu sob o signo da renovação política parece hoje refém de disputas internas e projetos pessoais. Ainda assim, Marina opta por ficar, e mais do que isso, por disputar espaço, colocando seu nome à disposição para o Senado por São Paulo.

A decisão carrega alguma coerência: se ajudou a construir a legenda, faz sentido que não a abandone. Permanecer pode ser menos um gesto de teimosia e mais uma tentativa de retomar o controle de um projeto que lhe escapou das mãos.

Partidos políticos muitas vezes se tornam arenas de disputa por identidade e poder, mais do que espaços programáticos sólidos. Ao decidir “brigar” pelo próprio partido, Marina sinaliza que não pretende assistir de fora a um possível esvaziamento daquilo que ajudou a criar. Resta saber se essa insistência será suficiente para revitalizar a Rede ou se será apenas mais um capítulo de desgaste em uma trajetória política marcada por altos ideais e resultados nem sempre à altura.

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