Notibras

A caliandra

Manhosa, não é rosa,
Pois, não cede, não serve
A banquete, ramalhete,
Replantes, enxertos…

Não às intenções mais belas,
As sinceras e as malévolas.
Mas, nem por isso deixa disso,
Essa, de ser flor-perífrase.

“Da próxima vez,
Que for a Brasília…!”
Ora, leva-se em pensamento,
De coração, gosta é do chão.

Por mim, savana, planalto…
Fica a ode num contralto:
Caliandra, A flor do Cerrado,
Espontânea, centro do mundo.

Tudo o que pede é florir,
Mas, para a beleza parir,
Precisa deixar-se em paz,
Sobreviver sem artifícios.

Terra, terreno, terreiro…
Bem vindos os pioneiros,
Mas, em juras de áreas verdes,
Seu quinhão no árido torrão.

Se nem as lambidas do fogo
Podem, por fim, dizimá-la,
Não a arranque, proteja-a,
Se a queres, mesmo, admirada.

Reflorestá-la, impossível.
Conversa não palatável.
Surpresa, na caminhada,
Isto sim, que agradável!

À espera, sim, de estampas.
Fica bem em camisetas,
Selos, postais e filipetas
Marcadores, páginas felizes.

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