Com apoio irresponsável, irrestrito, arrogante e ignorante de Benjamin Netanyahu e de alguns milhares de norte-americanos que, como ele, sonham com a bestialidade, Donald John Trump é o exemplar mais atual da banalização do mal. Já tivemos outros fiéis representantes, inclusive no Brasil desta década. Fora das quatro linhas brasileiras, embora fossem contrários aos que tentassem impedi-los de alcançar o poder máximo e absoluto, poucos deles tinham incrustado na alma o espírito e o humor claramente voltados para a destruição.
Benito Mussolini, Napoleão Bonaparte e alguns dos imperadores romanos queriam ser, e foram poderosos. Conhecidas por Deus e todo o mundo, as exceções ficam por conta de figuras que, em uma situação normal, não mereceriam sequer o pé desta narrativa. Adolf Hitler, Nero, Augusto Pinochet e outros menos citados estão entre esses. Tóxico e a sobra da sórdida mistura entre Nosferatu e todos os demais anjos do mal, o líder dos antidemocratas estadunidenses um dia será lembrado pela desgraça que significou para os Estados Unidos e para o planeta.
Sádico, indecoroso, amoral, intolerante, ególatra, racista, homofóbico, xenófobo, negacionista, grosseiro e misógino, entre dezenas de adjetivos nada republicanos, Trump, na verdade, jamais será esquecido pelos males que causou, vem causando e causará a seu povo e à população mundial, a qual ele avalia como capacho. Não à toa, milhões de cidadãos dos EUA, alguns ex-eleitores do midiático bilionário, começam a estudar formas de acabar com seu reinado de dez graças.
A expectativa de democratas e dos respeitosos, respeitados e sérios norte-americanos é que isso ocorra antes mesmo do resultado das eleições legislativas de meio mandato, quando, ao que tudo indica, os republicanos deverão perder o controle das duas casas do Congresso local. Com isso, o poder de fogo de Donald Trump se resumirá a um traque. Enquanto isso, ele coloca em risco o futuro do planeta e a estabilidade econômica da maior economia do globo terrestre. Como os dez mandamentos às avessas, as dez graças do líder americano talvez cheguem a 100, 200 ou mil desde sua primeira gestão.
Considerando apenas a atual, quem não se lembra da busca insana e criminosa pelos imigrantes legais e ilegais? E da sequência de tarifaços? As frustradas incorporações (?) do Panamá, Canadá e Groenlândia jamais serão esquecidas. Os brasileiros avessos à tirania torcem pela queda do magnata desde que ele tentou se intrometer nas eleições presidenciais de 2022. Se manifestar favorável à truculência do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) na morte da ativista Renne Nicole Good lhe rendeu numerosos desafetos políticos e certamente lhe tirou dezenas de milhares de votos.
Apoiar a carnificina protagonizada por Netanyahu na Faixa de Gaza e nada fazer para conter Vladimir Putin e sua obsessão por virar dono da Ucrânia ajudaram a consolidar sua velada fama de canibal. Porém, nada tem sido tão letal para ele como a inútil, cara e complicada guerra contra os aiatolás. Portanto, se a ideia é reinventar os EUA e o mundo e se apresentar como único dono do que restar, o doidivanas republicano parece estar batendo na porta errada. Misto de louco e bárbaro, imaginar um futuro só Donald Trump só para aqueles que teimam em questionar a existência de Deus.
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Misael Igreja é analista de Notibras para assuntos políticos, econômicos e sociais
