Tarcísio de Freitas sinaliza que não pretende zerar o ICMS sobre o diesel importado, mesmo diante da proposta do governo Lula de compensar financeiramente 50% da perda de arrecadação dos estados. A medida federal busca conter a alta dos combustíveis em um cenário internacional instável, reduzindo o impacto direto no bolso da população e evitando efeitos inflacionários em cadeia. Ainda assim, o governador paulista opta por resistir à iniciativa, contrariando uma solução que poderia aliviar custos para transportadores e consumidores.
A justificativa apresentada por Tarcísio, de que a medida causaria impacto nas contas públicas, soa contraditória quando se observa que sua gestão já garantiu cerca de R$ 85 bilhões em isenções fiscais para grandes empresários. Se houve espaço fiscal para beneficiar setores economicamente mais fortes, é difícil compreender por que agora não haveria margem para uma política que atinge diretamente a população, especialmente em um momento de pressão sobre o custo de vida.
Essa postura revela uma incoerência que levanta questionamentos sobre as reais motivações da decisão. Ao rejeitar uma proposta que conta com apoio financeiro da União e que poderia trazer alívio imediato para milhões de brasileiros, Tarcísio parece priorizar o embate político em detrimento do interesse público. Quem paga a conta dessa disputa é a população de São Paulo.
