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A roupa que escolhemos (e a que nos escolhe)

Escolher a roupa do dia parece uma decisão pequena. Mas nunca é apenas estética. É também social, política, emocional.

Há dias em que nos vestimos para caber. Outros em que nos vestimos para resistir. E alguns raros em que nos vestimos apenas para nós.

Goffman pensava a vida social como uma encenação. Nesse sentido, a roupa é parte do que apresentamos ao mundo uma linguagem silenciosa que diz quem somos, ou quem queremos ser naquele dia.

Mas há algo mais íntimo: às vezes a roupa também revela como estamos. O cansaço, a pressa, a tentativa de organização interna.

Vestir-se é, em alguma medida, organizar-se.

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