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A sociedade não aceita mais o regime de 6 dias de trabalho

Nas redes sociais, a batalha contra o fim da escala 6×1 já está praticamente perdida. A ampla maioria da população entende que ter duas folgas semanais não é luxo, é uma questão básica de humanidade. Trabalhar seis dias seguidos, semana após semana, compromete a saúde física, mental e a convivência familiar. Por isso, o modelo 5×2 vem sendo cada vez mais defendido como um mínimo civilizatório para milhões de trabalhadores brasileiros.

Diante desse cenário, representantes de federações empresariais e do comércio parecem ter percebido que a defesa aberta da escala 6×1 se tornou politicamente insustentável. E então surge uma nova estratégia: começam a aparecer, do mais absoluto nada, matérias e análises assinadas por “especialistas” alertando que o Brasil enfrentaria enormes problemas econômicos caso adotasse o modelo 5×2. O discurso muda de forma, mas o objetivo permanece o mesmo: preservar um modelo de trabalho que favorece apenas um lado da relação.

A verdade é que nem eles parecem acreditar plenamente nessas teses alarmistas. Países com economias muito mais complexas e produtivas funcionam perfeitamente com jornadas mais equilibradas e maior tempo de descanso para os trabalhadores. O que está em jogo, no fundo, não é viabilidade econômica, mas a resistência de alguns setores em abrir mão de um sistema que por muito tempo se sustentou à custa do cansaço e da vida pessoal de quem trabalha.

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