Chegamos à última semana de março, aquele período em que, nos anos eleitorais, o tabuleiro político começa a ganhar forma mais nítida. É o momento em que decisões deixam de ser especulação e passam a ser estratégia concreta. Governadores, ministros e lideranças precisam escolher seus caminhos, e cada movimento carrega impactos não apenas regionais, mas nacionais. É a política saindo do campo das intenções e entrando, de vez, no terreno das definições.
No Paraná, Ratinho Jr. anunciou que não renunciará ao mandato de governador. Na prática, isso significa abrir mão de uma eventual candidatura à Presidência da República, frustrando expectativas de setores que o viam como alternativa viável no campo da direita. Já no Rio de Janeiro, Cláudio Castro tomou o caminho oposto: apresentou sua renúncia, sinalizando claramente a intenção de disputar uma vaga no Senado. Isso, claro, se o TSE não concluir por sua inelegibilidade. Até lá, paira a incerteza, que também faz parte do jogo político.
Em Brasília, o movimento tende a seguir a mesma lógica. Ibaneis Rocha deve renunciar ao governo do Distrito Federal nos próximos dias para se lançar candidato ao Senado. Se confirmado, o gesto reforça a tendência desta reta final de março: menos dúvidas e mais posicionamentos.
