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A vida que não aconteceu

Existe uma vida que não vivemos.

Aquela decisão que não tomamos. A cidade para onde não fomos. O curso que não fizemos. A pessoa que não escolhemos. O caminho abandonado antes mesmo de começar.

A modernidade ampliou nossas possibilidades, mas também multiplicou nossas ausências. Como observa Zygmunt Bauman, viver em uma sociedade de múltiplas escolhas significa também conviver com múltiplas perdas.

Cada escolha carrega um conjunto de renúncias invisíveis.

E, às vezes, o que dói não é o que vivemos, mas aquilo que poderíamos ter vivido.

Mas há um ponto importante: não é possível viver todas as versões de si.

A maturidade talvez esteja em aceitar que toda vida é, inevitavelmente, incompleta.

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