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A violência que não pode ser normal

Neste sábado, 7, o Brasil recebeu mais uma notícia que machuca. Rodrigo Castanheira morreu aos 16 anos, depois de duas semanas internado em coma induzido. Dezesseis anos. Uma vida que mal havia começado, interrompida de forma brutal e absolutamente desproporcional.

Rodrigo foi vítima da banalização da violência que, pouco a pouco, vai se infiltrando no cotidiano como se fosse algo normal. Não é. Não pode ser. Segundo as informações divulgadas, o jovem foi morto após uma briga motivada por um chiclete. Um desentendimento que sequer merecia uma discussão, quanto mais um ato extremo. Uma vida perdida por algo irrisório, fútil, absurdo.

O autor do crime, Pedro Turra, de 19 anos, ex-piloto da Fórmula Delta, precisa responder por seus atos. Justiça não é vingança. Justiça é responsabilização. É o mínimo que se espera de uma sociedade que pretende proteger seus jovens e afirmar que a violência não pode ser tratada como impulso aceitável ou reação descontrolada. Que Pedro Turra pague por esse crime. Que a sociedade fique livre dele, ao menos por um tempo, para que o recado seja claro: não há espaço para esse tipo de brutalidade.

Mas nenhuma sentença será capaz de devolver Rodrigo à sua família. Nenhuma decisão judicial apagará o vazio deixado por uma morte tão precoce. O que resta é o luto, a dor e a necessidade urgente de refletirmos sobre o que estamos tolerando como sociedade. Quando conflitos mínimos passam a ser resolvidos com agressões fatais, algo está profundamente errado.

Que Rodrigo descanse em paz. E que sua morte não seja apenas mais um número nas estatísticas, mas um alerta doloroso de que precisamos reaprender o valor da vida, especialmente da vida de nossos jovens.

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