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Atlético-PR goleia Peñarol e avança na Sul-Americana

Foto/EstadãoConteúdo

O Atlético Paranaense é o primeiro brasileiro classificado para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na noite desta terça-feira, o time paranaense goleou o Peñarol por 4 a 1, no Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu, no Uruguai e garantiu a vaga na próxima fase.

O zagueiro Léo Pereira, no primeiro tempo, os atacantes Marcinho e Nikão e o meia Bruno Guimarães, este já nos acréscimos, foram os autores dos gols da goleada que colocou o Atlético na próxima fase do torneio sul-americano. Os uruguaios descontaram com o veterano Cristian Rodríguez quando a partida já estava 2 a 0 para o time brasileiro.

No confronto da ida, em Curitiba, há 20 dias, o Atlético já havia derrotado o rival uruguaio por 2 a 0. Assim, o confronto no agregado marca 6 a 1 para os comandados de Tiago Nunes, que assumiu a equipe após a demissão de Fernando Diniz, e, com as mudanças promovidas, especialmente na forma de jogo, tem tido sucesso por enquanto.

Na próxima fase, o time paranaense enfrentará o Caracas, da Venezuela, que despachou o Sport Huancayo, do Peru. O primeiro jogo será na Arena da Baixada, em Curitiba, e a volta na casa do adversário. A Conmebol ainda definirá as datas e horários.

Tiago Nunes mandou a campo o que tem de melhor. E foi recompensado. O Atlético soube suportar a pressão do Peñarol e usou com a inteligência a vantagem de dois gols adquirida no primeiro jogo, de modo que não se acomodou no resultado obtido no Paraná e foi eficiente em suas chegadas ao gol adversário.

A retaguarda segura e tranquila do Atlético, formada por Zé Ivaldo e Léo Pereira, não se intimidou com a pressão do time da casa. Pelo contrário. Léo Pereira abriu o placar em desvio após cobranças de falta logo aos seis minutos do primeiro tempo, aumentou a vantagem do time brasileiro e deixou a equipe à vontade na partida, com mais tranquilidade para se defender e mais espaço para atacar, já que o Peñarol aumentaria a pressão.

Pressão esta que foi inócua nos primeiros 45 minutos, já que, quando os uruguaios conseguiram levar vantagem em cima da defesa atleticana, o goleiro Santos mostrou talento e segurança para defender o cabeceio à queima roupa de Estoyanoff, em um dos poucos lances de perigo do time uruguaio.

A segunda etapa foi mais aberta, o que facilitou ainda mais a vida do Atlético-PR. Como se esperava, o Peñarol, alterado com um meia na vaga de um lateral-direito, foi para o tudo ou nada e cedeu espaços de sobra ao time do técnico Tiago Nunes, que manteve a postura e ampliou o placar com naturalidade.

Quando a torcida uruguaia cantava alto, o Atlético chegou ao segundo gol aos seis minutos e aumentou o desespero dos “hinchas” do Peñarol. No lance, Marcinho recebeu de Pablo e, bem colocado, bateu na saída do goleiro Dawson, ampliando a vantagem que já era boa.

Se não teve uma boa atuação e passou longe da classificação, a equipe de Montevidéu ao menos marcou um golaço, daqueles que às vezes valem o ingresso. O autor foi o veterano Cristian Rodríguez, que acertou arremate de primeira, sem deixar a bola cair, mandando no canto de Santos. A esperança uruguaia, no entanto, já estava praticamente enterrada.

O gol dos mandantes veio aos 16. Aos 22, Nikão, que acabara de entrar, foi acionado por Pablo dentro da área e colocou a bola no canto esquerdo do goleiro, destruindo a mística da força do futebol uruguaio em seus domínios e colocando a pá de cal em qualquer possibilidade de um triunfo do Peñarol.

O golpe final saiu dos pés de Bruno Guimarães, já nos acréscimos, aos 46. O meia apareceu após bate-rebate na área e mandou para as redes, transformando o placar em goleada e sacramentando o resultado.

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