Encontrar o verdadeiro amor é como descobrir uma estrela rara,
que brilha apenas uma vez na eternidade,
e quando surge, é como nascer de novo,
renascer no instante em que dois destinos se entrelaçam.
Não são os anos que definem um casal,
mas o segredo invisível da cumplicidade,
o respeito que floresce como jardim eterno,
a confiança que se ergue como muralha indestrutível.
Juntos, tornam-se rio e margem,
vento e vela,
força que não se quebra,
luz que não se apaga.
Mas se um se afasta, é como brasa longe das cinzas:
o calor se desfaz, o fogo se extingue.
O grande amor não chega como sopro leve,
chega como sol que nasce todos os dias,
na convivência que molda a alma,
no olhar que vê o mesmo horizonte,
na visão compartilhada de um jardim em flor.
E quando a vida alcança sua estação madura,
se permanecem lado a lado,
é sinal de que as raízes se aprofundaram,
que o jardim resistiu às tempestades,
que o amor se fez árvore eterna.
No fim, apenas o silêncio da morte
poderá separar o que o tempo uniu,
mas até lá, cada instante será poesia,
cada gesto, eternidade.
