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Beltrame acha ‘desnecessário’ apoio federal no Rio durante eleições

O secretário de Segurança Pública do Rio de janeiro, José Mariano Beltrame, disse nesta terça-feira (26) que ainda não acha necessário o apoio das tropas federais durante as eleições. Beltrame solicitou que qualquer candidato que seja ameaçado durante a campanha faça a denúncia o que, segundo ele, não foi feito por nenhum deles. Um relatório da Secretaria de Segurança Pública (Seseg) revela que candidatos estariam sendo impedidos de fazer campanha em 41 comunidades no estado. Dezesseis delas seriam dominadas por milícias e outras 15 pelo tráfico e associações de moradores ligadas a criminosos. As outras 10 têm Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

“Crime eleitoral é competência federal. Mas, mesmo assim, nós estamos junto com o tribunal. Se houver ameaça registrada, com nome de pessoa, onde isso aconteceu, que esquina que foi, características da pessoa que interpelou o candidato nós vamos agir como já agimos”, afirmou José Mariano Beltrame.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) vai discutir nesta quarta-feira (27) o pedido de convocação de tropas federais para as eleições no Rio. Os desembargadores analisam um relatório produzido pela Secretaria de Segurança Pública. De acordo com o documento, candidatos estariam sendo barrados pelo tráfico de drogas e por milícias.

Em entrevista à uma rádio, o governador Luiz Fernando Pezão negou que candidatos a cargos do Legislativo e do Executivo estejam sendo proibidos por traficantes e milicianos de fazer campanha em comunidades. “Tenho andado nas comunidades, nada me afasta de andar. Com tráfico ou sem tráfico. Todo candidato tem seus seguranças e eles tem andado [nestes locais], não sei de nenhum candidato que deixou de andar em comunidade”, disse Pezão, dizendo que acataria pedido do TRE para chamar as forças federais.

A informação sobre o relatório foi apresentada pelo desembargador Fábio Uchôa na sessão plenária de segunda-feira (25). O relatório também apontaria problemas para os candidatos em dez áreas com Unidade de Polícia Pacificadora, como o Alemão e a Rocinha.

Nesta terça-feira (26), o desembargador Fábio Uchôa falou sobre o documento. “Uma situação muito preocupante e eu penso até alarmante, porque com a quantidade de localidades mencionadas, eu penso que a Secretaria de Segurança seja através da PM ou através da Polícia Civil não terão contingente de pessoas, de policiais para serem mantidos nestes locais para garantir a tranquilidade da propaganda eleitoral pelos diversos candidatos”, afirmou o desembargador.

 

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