O exército israelense anunciou nesta segunda, 27, sem dar mais detalhes, que havia “começado a atacar a infraestrutura do Hezbollah” no Vale do Bekaa e no sul do Líbano. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Israel Katz e vários oficiais de segurança já haviam se reunido para consultas sobre o que o Estado judeu descreveu como violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah.
Por sua vez, o Hezbollah condenou as negociações entre Israel e Líbano e promete “responder à agressão”.
“Rejeitamos categoricamente as negociações diretas, e aqueles que estão no poder devem saber que suas ações não beneficiarão nem o Líbano nem a eles próprios “, disse Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, referindo-se às negociações israelo-libanesas realizadas em Washington.
“Essas negociações diretas e seus resultados são irrelevantes para nós e não nos dizem respeito de forma alguma. Continuaremos nossa resistência defensiva pelo Líbano e seu povo. Não retornaremos à situação anterior a 2 de março. Responderemos à agressão israelense e a combateremos “, prosseguiu.
“Não renunciaremos nem às nossas armas nem à nossa defesa. O terreno provou que a resistência está pronta para lutar. Os sacrifícios são imensos, mas são o preço da libertação e de uma vida digna, pago pelo nosso grande povo libanês e pela sua honrosa resistência perante um dilema: libertação e dignidade, ou ocupação e humilhação ”, acrescentou Naim Qassem.
