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Brasília já tem Plano Distrital de Políticas para as Mulheres

Em audiência pública no plenário da Câmara Legislativa, de iniciativa do deputado Lira (PHS), a Secretaria da Mulher lançou nesta quarta-feira(11) o 1° Plano Distrital de Políticas para as Mulheres. A cerimônia foi uma oportunidade para que os participantes – na grande maioria, representantes de entidades de defesa dos direitos da mulher – debatessem os principais problemas enfrentados pelo segmento feminino no DF e alternativas de mudanças.

Ao abrir o debate, Lira ressaltou a relevância de o Distrito Federal ganhar um plano específico “com as políticas públicas prioritárias em favor das mulheres e da redução das desigualdades sociais”. O distrital elogiou o trabalho feito pela Secretaria da Mulher na elaboração do documento, ressaltando que o novo Plano tem como princípios básicos “a busca da equidade e a luta contra a violência contra a mulher”.

Ao comemorar o lançamento do Plano, “como um olhar diferenciado do novo governo do DF”, a advogada Lúcia Bessa, representante da OAB/Taguatinga, pregou a necessidade de as mulheres terem direito a um melhor acesso ao mercado de trabalho. “Queremos os homens como nossos parceiros – e não como algozes”, afirmou, ao condenar “o machismo que ainda persiste em todo o Brasil, e no DF”.

A representante da Secretaria da Mulher, Roberta Grégoli, explicou que o Plano Distrital tem uma preocupação especial na abordagem em relação à discriminação contra mulheres idosas, sobretudo aquelas mais pobres, “que são prejudicadas em dobro”. Ela explicou que a mobilidade urbana e o acesso a espaços públicos estão entre as maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres idosas.

O 1° Plano Distrital de Políticas para as Mulheres está dividido em dez capítulos, onde são expostas as ações recomendas para se alcançar os diferentes objetivos traçados. Entre os temas destacados estão, por exemplo: “igualdade no mundo do trabalho e autonomia econômica”, “educação para a igualdade”, “saúde integral das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos”, “mulheres nos espaços de poder e decisão”, “igualdade para as mulheres rurais”, “enfrentamento do racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia”.

Zildenor Ferreira Dourado

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