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Caiado tenta ressuscitar defunto político pra ver se alguém olha para ele

O debate sobre anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro simplesmente desapareceu do centro das atenções. O tema, que durante algum tempo ocupou espaço relevante na mídia e em setores do Congresso Nacional, perdeu força e praticamente saiu da pauta política. Sem mobilização social consistente e sem prioridade legislativa, a discussão parece ter sido deixada de lado, acompanhando o arrefecimento do clima político que marcou os meses posteriores aos acontecimentos.

Mesmo assim, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, decidiu ressuscitar o assunto. Em uma declaração que soa mais como tentativa de recuperar protagonismo do que como proposta concreta, Caiado afirmou que, caso seja eleito presidente da República, concederá uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A promessa chama atenção justamente por surgir em um momento em que o tema já não mobiliza nem o Congresso nem a opinião pública.

A fala, porém, parece ignorar um detalhe fundamental da realidade política. Antes de discutir o que faria no exercício da Presidência, Caiado precisaria primeiro consolidar algo muito mais básico: sua própria candidatura. No cenário atual, marcado por disputas internas em seu campo político e pela presença de nomes mais competitivos, não é improvável que ele sequer chegue à condição de candidato viável. Falar em anistia presidencial, portanto, soa mais como gesto de desespero por visibilidade do que como um plano político com alguma chance real de se concretizar.

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