Conforme apurado, Carol de Toni anunciou que deixará o PL. Não foi surpresa para quem acompanha os bastidores. Foi, no máximo, a confirmação de um processo que já vinha se desenhando.
Eu já vinha falando sobre isso há algumas semanas: Carol já demonstrava insatisfação com o partido há tempos. Sinais públicos, movimentos internos, silêncios estratégicos. Tudo indicava que a relação estava longe de ser harmoniosa. O anúncio apenas oficializa um desgaste que não nasceu ontem.
E aqui é preciso dizer sem rodeios: Carol foi escaneada. Avaliada, medida, testada e descartada quando deixou de ser conveniente. O método é conhecido e recorrente. Enquanto há utilidade política, há afagos. Quando surgem divergências, autonomia ou ambição própria, o isolamento vem rápido.
O resultado disso é previsível. Carol está magoada. Sente-se traída e com razão. Não se trata apenas de uma troca partidária, mas de uma ruptura de confiança. Ninguém sai ileso de um processo em que se percebe usada como peça descartável de um projeto que não admite vozes próprias.
A saída do PL, portanto, não é um gesto impulsivo nem oportunista. É consequência. E, goste-se ou não de Carol de Toni, o episódio diz menos sobre ela e mais sobre a forma como certos partidos tratam seus quadros: enquanto servem, são exaltados; quando pensam por conta própria, tornam-se problema.
O PL apoiará a candidatura de Esperidião Amin, do PP.
