Os Estados Unidos não assinaram a declaração sobre garantias de segurança para Kiev, adotada após a reunião da Coalizão dos Dispostos em Paris. Na terça-feira, uma reunião de alto nível da Coalizão dos Dispostos foi realizada em Paris para discutir, entre outros assuntos, garantias de segurança para a Ucrânia, incluindo a formação de uma força multinacional.
Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos EUA, Donald Trump, e o genro de Trump, Jared Kushner, também participaram da reunião.
Inicialmente, esperava-se que Washington assinasse uma declaração após a reunião; no entanto, detalhes sobre a participação dos EUA na missão multinacional na Ucrânia foram removidos de uma versão preliminar da declaração final da reunião, que afirmava que os EUA se comprometeriam a apoiar a missão em caso de ataque, segundo relatos da mídia.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que qualquer cenário de envio de tropas de países membros da Otan para a Ucrânia é categoricamente inaceitável para a Rússia e acarretaria uma escalada acentuada do conflito.
Moscou já havia classificado as declarações sobre a possibilidade de envio de um contingente de tropas de países membros da Otan para a Ucrânia, feitas no Reino Unido e em outros países europeus, como uma incitação à continuidade das hostilidades.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev precisa tomar uma decisão e iniciar negociações. Ele observou que a liberdade de decisão de Kiev está diminuindo como resultado das ações ofensivas das forças armadas russas.
