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Circulam rumores de delação premiada de ex-presidente do BRB

Em Brasília, cresce o burburinho em torno do nome de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. A informação que circula nos bastidores é a de que ele estaria prestes a firmar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Embora nada tenha sido oficialmente confirmado, o simples fato de esse rumor ganhar corpo revela a gravidade do momento e a dimensão política e institucional do caso.

Nos últimos dias, Paulo Henrique tem afirmado que já não pode mais falar em nome do BRB. A declaração, por si só, é sintomática. Se ele não representa mais o banco, quem deve explicações agora é a atual direção da instituição. O silêncio institucional, diante de um episódio que envolve suspeitas, especulações e um tema sensível como o chamado “caso do Banco Master”, só aumenta a desconfiança da sociedade.

É preciso lembrar que o BRB é um banco público, ligado diretamente ao Governo do Distrito Federal. Portanto, qualquer dúvida sobre sua gestão, suas decisões e suas relações comerciais não é um assunto privado: é de interesse público. Transparência não é um favor, é obrigação.

Se há versões desencontradas, se o ex-presidente se esquiva de falar e se surgem notícias sobre possível colaboração com a Polícia Federal, cabe à atual administração vir a público e explicar, com clareza, o que de fato aconteceu. O que foi feito? Quais decisões foram tomadas? Houve irregularidades? Houve falhas de governança? Tudo isso precisa ser respondido de forma objetiva e responsável.

O pior cenário é o da névoa: nem confirmação, nem negação, apenas rumores e silêncio. Esse ambiente é terreno fértil para a insegurança institucional e para a perda de credibilidade do banco.

Brasília já viu esse filme antes: quando autoridades se calam, a crise cresce; quando falam com transparência, a confiança pode ser reconstruída. Se Paulo Henrique Costa não pode mais falar pelo BRB, alguém precisa falar pelo BRB. E esse alguém é a atual direção do banco. A sociedade do Distrito Federal merece saber exatamente o que aconteceu no episódio envolvendo o Banco Master, sem rodeios, sem cortinas de fumaça e sem empurrar o problema para debaixo do tapete.

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