Enquanto eu rolava a timeline das redes sociais nesta sexta-feira, dia 30, me chamou atenção um tipo de publicação que se repetia: pessoas comemorando um “aumento” de pouco mais de 300 reais no salário. Outras diziam estar confusas, sem entender por que naquele mês haviam recebido um pouco mais do que de costume.
Para quem está mais bem-informado, a explicação é simples: começou a valer a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais. Não se trata de bônus, nem de erro no contracheque. É uma mudança concreta na política tributária que resulta em aumento real de renda para milhões de trabalhadores.
E esse aumento, embora possa parecer pequeno para alguns, faz enorme diferença na vida de quem conta cada centavo no fim do mês. São 300 reais a mais para comprar comida, pagar um remédio, completar o aluguel, investir na educação dos filhos ou simplesmente respirar com menos aperto. É qualidade de vida entrando pela porta da frente.
Além disso, há um efeito que vai muito além do individual: esse dinheiro extra não fica parado. Ele circula. Vai para o comércio, para os serviços, para o pequeno empreendedor do bairro. Quando o trabalhador tem mais renda, a economia se movimenta. É consumo responsável, é mercado aquecido, é crescimento real.
O que vimos nas redes sociais foi, sem querer, um retrato do impacto direto de uma política pública na vida cotidiana. Pessoas percebendo no bolso algo que antes era apenas debate técnico sobre impostos e orçamento.
Isso não é só sobre pagar menos imposto. É sobre justiça social, sobre aliviar quem vive do próprio trabalho e sobre entender que fortalecer o trabalhador é fortalecer o país. Mais dinheiro circulando significa mais oportunidades, mais dignidade e um Brasil que cresce de dentro para fora.
