Notibras

Como matar o amor, a liberdade, a mulher

“Como matar sua liberdade”
Taís Palhares

Procure a dependência, pode ser em doses proporcionais ou isoladas:
– Financeira, afetiva, moral.
Vá aumentando as doses diárias, até não se lembrar mais de quem é.
– Não, não é demência.
Pode alterar estado físico.
Trazer apatia.
Cuidado! Vai causar depressão.

“Como matar o amor”
Marlene Xavier Nobre

Preconceito é tirar direitos e matar sonhos?
Quero meu espaço!
O que está errado? Sou brasileiro.
Pago impostos. Onde está o errado!?
Está em amar outro corpo do mesmo sexo?
Quero respeito de todos os lados.
Sou apontado, mas não quero ser rotutado!

“Como matar sua mulher, receita de um ciumento paranóico”
Edna Domenica

Esta história começa assim: queixei-me da minha mulher. O pastor ouviu-me a queixa. Sugeriu-me a receita de como controlá-la. Que usasse em partes iguais: Viagra, dinheiro e proibições. O Viagra e o dinheiro a atrairiam. As proibições esturricariam o de dentro dela. Assim fiz. Contraiu uma doença. Morreu.

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Referência

“A voz dos vencidos e a procura da coisa, em Lispector – Notibras” .https://www.notibras.com/site/a-voz-dos-vencidos-e-a-procura-da-coisa-em-lispector/

Edna Domenica é autora de O Setênio (Tão livros, 2024) e co-autora de Rapsódia da Rua da Mooca ( Tão livros, no prelo). O miniconto

“Como matar sua mulher, receita de um ciumento paranóico” insere-se em seu projeto de escrever ficção como repúdio às diversas formas perversas de violência que assolam a humanidade.

Marlene Xavier Nobre é autora de “A meus queridos netos – cartas ” (Postmix, 2017) e de “Lembranças e esperanças de uma mulher” (Insular, 2020) . É co-autora de Rapsódia da Rua da Mooca ( Tão livros, no prelo).

Taís Palhares é paulistana. Participou do Café Literário Notibras com os textos solos: “Ensaio para Plínio Marcos” e “Caminhos da vida”; e nos coletivos: “Daqueles tempos distantes como “Baby, eu sei que é assim” “, “Do interior para a senzala da cidade… e um bebê do patrão”, “Conserta-se discos voadores”, “Do que você gosta? – Quem vive sem gostar sabe sabor do desgostar”, “Algoritmos de sangue”.

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